Caso João Pedro: Corregedorias vão investigar conduta de policiais 

Apuração será feita em paralelo às investigações sobre a morte do menino durante operação no Complexo do Salgueiro, Região Metropolitana do Rio

Menino morreu após ser baleado dentro de casa

Menino morreu após ser baleado dentro de casa

Reprodução

Em paralelo à investigação sobre a morte do menino João Pedro na DHNSG (Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo), a Polícia Civil confirmou, nesta quinta-feira (21), que a Corregedoria vai apurar a conduta dos policiais civis envolvidos na ação no Complexo do Salgueiro, Região Metropolitana do Rio. A Corregedoria da Polícia Federal também instaurou sindicância para investigar a atuação dos agentes da instituição. 

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Agentes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) deram apoio à operação da PF que tentou cumprir dos mandados de prisão, na última segunda-feira (18), mas que terminou com o adolescente baleado dentro de casa, onde foram encontradas mais de 70 marcas de tiros.

Além de ter tomado o depoimento dos policiais e de duas testemunhas, os investigadores também ouviram o piloto do helicóptero da Polícia Civil que socorreu o menino João Pedro.

A polícia informou ainda ter recolhido a arma dos agentes para confronto balístico e que aguarda os familiares da vítima para serem ouvidos na delegacia.

Em entrevista à RecordTV Rio, o pai do menino, Neilton Pinto, criticou a "ação descontrolada" dos policiais. Muito abalados, os familiares contaram também que, após João Pedro ser socorrido, eles ficaram por horas sem informações sobre o paradeiro do menino e que só foram localizar o corpo já no IML (Instituto Médico Legal) de São Gonçalo.

O caso foi denunciado à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos) pela deputada Renata Souza, presidente da comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSOL).