Caso Juan: 14 testemunhas de acusação começam a ser ouvidas pela Justiça em Nova Iguaçu
Júri dos quatros acusados acontece em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense
Rio de Janeiro|Do R7

A Justiça começou a ouvir no começo da tarde desta segunda (9) as 14 testemunhas convocadas pela acusação no julgamento dos policiais militares acusados de matar o menino Juan Moraes há dois anos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A audiência acontece na 4ª Vara Criminal da cidade.
Até as 15h20, apenas uma testemunha de acusação havia se pronunciado. A tendência é de que a mãe e o irmão de Juan, Wesley Felipe Morais da Silva, sejam ouvidos nas próximas horas. Ambos estão inseridos no programa de proteção à testemunha. O irmão, aliás, vai depor como sobrevivente do tiroteio.
Os policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva são julgados em júri popular. A previsão é de que, na terça (10), 27 testemunhas convocadas pela defesa sejam ouvidas. O júri deve durar quatro dias.
O Ministério Público denunciou o quarteto pelas mortes de Juan, de 11 anos, e do suposto traficante Igor Souza Afonso, em tiroteio na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, em junho de 2011. Os policiais também vão responder por tentativa de homicídio a Wesley Felipe Morais da Silva, irmão de Juan, e ao jovem Wanderson dos Santos de Assis.
Na época do crime, os PMs alegaram que Juan seria um traficante e entrou em confronto com os agentes, o que foi desmentido após reconstituição.Em outro depoimento, Isaías afirmou que, no momento do tiroteio, ele não viu Juan no local.
Na chegada ao tribunal, o promotor Sérgio Ricardo Fonseca concedeu entrevista e afirmou que o álibi dos policiais é inconsistente e será derrubado.
Segundo investigações da Polícia Civil, Juan vinha da casa de um amigo com o irmão de 14 anos quando foi atingido.
O irmão e outro jovem, de 19 anos, foram feridos.















