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Caso Ryan: mãe faz apelo para que pai preso acompanhe velório de menino baleado

Corpo do menino deve ser enterrado na tarde desta terça, em Irajá

Rio de Janeiro|Do R7

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Menino foi morto na porta da casa dos avós, no morro do Cajueiro
Menino foi morto na porta da casa dos avós, no morro do Cajueiro

A mãe de Ryan Gabriel, o menino de quatro anos morto por uma bala perdida na comunidade Cajueiro, em Madureira, zona norte, fez um apelo durante o velório do menino para que o pai da criança possa sair da cadeia e acompanhar o enterro de Ryan. A Justiça teria negado o pedido feito para que o pai da criança pudesse ser liberado durante esta terça-feira (29).

Para Tayane Silva, a dor do pai, que está preso e não pode se despedir, deve estar maior que a dela.


— Sabe com o que eu tô mais chateada? Que negaram o pedido de liberar o pai dele para ele vir ver ele e dar o último adeus. Ele descobriu disso pela TV. Negaram o pedido dele de ver o único filho, que agora vai embora. Nem que ele viesse de escolta. Já está doendo em mim, imagina nele que ta lá dentro.

Segundo o advogado da família, há uma lei que autoriza o preso visitar o velório de um ente próximo.


— Eu cheguei ao plantão por volta de 22h e consegui falar com a juíza Maria Isabel Pena por volta de 1h. Argumentei a questão constitucional da lei 7.210, artigo 121, onde está resguardado o direito de qualquer pessoa que esteja reclusa acompanhar o sepultamento de um ente querido, mas ela alegou que o Estado não tem condições de realizar a escolta do pai do Ryan.

Procurada pelo R7, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) informou que não recebeu documento ou mesmo ofício pedindo a liberação e escolta do preso para acompanhar o sepultamento.


O menino foi morto na porta da casa dos avós, no morro do Cajueiro, na zona norte do Rio, no domingo (27). Segundo moradores de Madureira, criminosos da Serrinha e do Cajueiro estão em disputa pelos territórios da região. Ryan foi mais uma vítima da guerra do tráfico, quando homens em uma moto passaram atirando na rua em que ele estava com os avós e a mãe. 

Na segunda (28), após a família saber da morte de Ryan, moradores de Madureira fizeram um protesto em uma das principais vias do bairro. A avenida Ministro Edgar Romero ficou interditada por cerca de duas horas. Uma estação do BRT foi depredada e outra foi incendiada, assim como dois ônibus. 

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