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Cerca de 610 armas foram desviadas da PM do RJ em 5 anos, diz presidente da CPI das Armas

Deputado apontou divergência entre números revelados pela PM

Rio de Janeiro|Do R7

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O presidente da CPI das Armas, o deputado Carlos Minc, afirmou nesta quinta-feira (23) que cerca de 610 armas foram desviadas da Polícia Militar do Rio de Janeiro de 2011 a agosto deste ano. Os dados são baseados em IPM (Inquérito Policial Militar) realizado nos anos de 2010 e 2011 e no relatório enviado pela corporação, nesta quarta-feira (21), para a CPI.

Minc ressalta que os dados enviados não correspondem, pois, de acordo com o documento da PM, de 2005 a 2015 foram desviadas 335 armas. Mas, segundo as contas realizadas pelo deputado, o número, só no período de 2012 a 2015, é de cerca de 150.


Na sessão da CPI na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), nesta quinta-feira (22), o corregedor da corporação, Victor Yunes, foi interrogado sobre a discrepância, mas não respondeu qual seria o número preciso de armas de 2005 até este ano. Além disso, informou que o Estado Maior da Polícia Militar que deveria informar esses dados. Por causa disso, a CPI decidiu convocar, para a sessão da próxima semana, o coronel Lima Freire, chefe do Estado Maior Operacional.

Registros da PM eram feitos a mão


O deputado Minc também ressaltou que todos os dados do relatório foram em fichas de modo manual, o que dificulta a contagem. Segundo ele, somente este ano começou a funcionar um sistema informatizado de controle de armas e munições.

A CPI das Armas foi instaurada, há três semanas, para apurar o sumiço de armas e munições, de 2005 a 2015, de unidades da Polícia Militar, Polícia Civil, Sistema Penitenciário e empresas privadas de segurança.

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