Chanceler do Paraguai minimiza fala de Witzel sobre fechar fronteira
Ministro das Relações Exteriores lembrou que o Rio “fica um pouco longe” da fronteira com o país; segundo governador, armas do tráfico vem do Paraguai
Rio de Janeiro|Matheus Nascimento, do R7*

Antonio Rivas Palacios, ministro das Relações Exteriores do Paraguai, minimizou a ameaça do governador do Rio de JaneiroWilson Witzel de ir à ONU (Organizações das Nações Unidas) pedir o fechamento da fronteira e punição ao Paraguai, Colômbia e Bolívia. Segundo Witzel, vem destes países as armas que os traficantes do Rio de Janeiro usam.
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Em entrevista ao jornal paraguaio Última Hora, Rivas disse que: “Como governador, você pode dizer o que quiser. Levaríamos isso em conta se fosse a opinião do Itamaraty”, rechaçando as declarações do governador.
O chanceler paraguaio ainda lembrou que o Estado do Rio “fica um pouco longe” da fronteira com o país e que não acredita que por dos meios dos mecanismos da ONU, seja possível uma espécie de punição aos três países.
“Normalmente, não se pode fazer isso”, disse.
Paraguai, Colômbia e Bolívia
Nesta semana, o governador Wilson Witzel atribuiu aos traficantes de armas e drogas os homicídios no Rio de Janeiro, inclusive da menina Ágatha Félix, de 8 anos, baleada nas costas no dia 20 do mês passado no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Em resposta a casos como esse, Witzel disse que irá até a Comissão de Segurança da ONU. Ele vai pedir à entidade para que feche as fronteiras e puna o Paraguai, Colômbia e Bolívia, de onde, segundo ele, partem as armas oriundas do tráfico para o Estado do Rio.
*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa















