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Chefe da Polícia Civil no Rio estuda implantar delegacia para desaparecidos

Marta Rocha esteve em Belo Horizonte para aprender como a especializada age no local

Rio de Janeiro|Do R7

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Encontro de Marta Rocha e de integrantes da ONG Rio de Paz
Encontro de Marta Rocha e de integrantes da ONG Rio de Paz

A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, estuda a possibilidade de implantar no Estado uma delegacia exclusiva para desaparecimentos. A equipe da polícia esteve em Belo Horizonte (MG) para aprender como a especializada age no local. 

A iniciativa recebeu apoio da rede de mobilização Meu Rio e da ONG Rio de Paz. Para Jovita Belfort, que tem uma filha que está desaparecida há dez anos, a existência de uma especializada sem vínculo direto com a Divisão de Homicídios daria mais conforto aos pais.


— A última coisa que queremos pensar é na possibilidade de morte. Isso seria muito cruel.

O fundador da ONG Rio de Paz, Antonio Costa, disse que essa possibilidade imporia mais seriedade para o assunto no Estado, depois de casos como o do pedreiro Amarildo Dias, desaparecido desde julho passado.


— Seria uma resposta à altura da comoção gerada pelo caso de Amarildo e do drama vivido pelos familiares dos 35 mil desaparecidos no Rio desde 2007.

Jovita, a rede de mobilização Meu Rio e a ONG Rio de Paz dizem que vão cobrar resposta da polícia antes do Natal.

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