Cidinha Campos é hostilizada por manifestantes e reage: “Nunca apoiei nada que prejudicasse os servidores”
Servidores que protestavam na Alerj cercaram restaurante onde deputada estava
Rio de Janeiro|Do R7

Servidores que protestam na frente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) desde a manhã desta terça-feira (29) cercaram a deputada Cidinha Campos (PDT) dentro de um restaurante que fica ao lado da Casa Legislativa, no centro do Rio.
De acordo com a assessoria de Cidinha, manifestantes mascarados invadiram o local onde a parlamentar e assessores de seu gabinete almoçavam e começaram a ameaçá-los. Clientes que estavam no restaurante também teriam sido ameaçados. Seguranças da Alerj teriam socorrido a deputada e a levado para seu gabinete.
Os manifestantes protestam contra o decreto que extingue o Aluguel Social e contra a PEC 55, que limita os investimentos públicos por 20 anos.
Nesta terça, os parlamentares também votarão os projetos propostos pela Mesa Diretora da Alerj que cortam despesas da Casa. Ainda hoje, os deputados deverão analisar mais dois projetos referentes ao pacote de ajuste fiscal proposto pelo governo estadual.
Durante sessão no plenário da Alerj, Cidinha disse que, em nenhum momento, apoiou algo que prejudicasse os servidores. A deputada também afirmou que “não aceita mais ser feita de boba”.
Cidinha ainda disse que visitou o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio. Ela afirmou que acha “vergonhoso” que o deputado Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj, e o governador Luiz Fernando Pezão ainda não tenham ido visitar Cabral.
Para Cidinha, o governador “deve muito” a Cabral, pois Pezão "só teria se elegido devido ao apoio do ex-governador".
— Não tenho porque me esconder. Não tenho nenhuma parceria com Cabral, tenho amizade por ele. Sou amiga para as horas difíceis e vou acabar visitando muita gente aqui ainda [na prisão].















