Colunista da Globo não vê motivos para impeachment de Crivella
A jornalista Eliane Cantanhêde pondera que ato do prefeito “não chega a ser compatível com um impeachment”
Rio de Janeiro|Do R7

Ao participar do programa Em Pauta, do canal da TV a cabo GloboNews na terça-feira (10) , a colunista de política da Globo, Eliane Cantanhêde, se colocou contra o impeachment do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.
Para Cantanhêde, que é uma das mais conceituadas comentaristas de política do país, o ato que motivou a abertura do processo contra o prefeito "não chega a ser compatível com um impeachment" em meio a um cenário político marcado por "tanta roubalheira, com milhões para cá e milhões para lá".
Em seu comentário de 80 segundos no programa que trata dos principais assuntos no âmbito político e econômico nacional, Cantanhêde também identificou que "o processo efetivo para derrubar Crivella vai aprofundar a crise" na cidade do Rio de Janeiro e "tumultuar" ainda mais situação vivida pelos moradores da capital.
Cantanhêde lembrou ainda que o vice-prefeito do Rio, Fernando Mac Dowell, morreu e o impeachment vai ainda deixar vago o principal cargo no executivo do Rio de Janeiro.
Ao final do comentário de Cantanhêde, o apresentador do programa, Sérgio Aguiar, reforçou que quem entraria no lugar de Crivella em caso de impeachment seria o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (MDB), que ocupa o cargo pela sétima vez.
Os vereadores de oposição que pedema abertura do processo de impeachment se basearam apenas em uma reportagem de um jornal carioca, sem apresentar provas.Uma das críticas ao prefeito é que ele teria privilegiado um grupo de apoiadores religiosos no acesso a cirurgias de cataratas realizadas pelo município. A questão é que o Mutirão da Catatara, criado pela Prefeitura possui mais oferta que demanda, com a população sendo convocada para aderir ao programa. Das 15 mil cirurgias contratadas pelo município, apenas 3 mil foram realizadas.
Outra crítica da reportagem ainda é mais infundada. Diz que o prefeito na reunião falou na isenção do Imposto Predial para templos evangélicos. A isenção é regida por uma lei federal, e é comumente aplicada para templos e igrejas de qualquer denominação, sejam evangélicos, católicos ou outras.
Os vereadores ainda alegam que Crivella teria realizado um encontro secreto. Com aproximadamente 200 presentes, inclusive do repórter do jornal, não se pode caracterizar a reunião com secreta secreta. Para o professor da UERJ, Bruno Sobral, a iniciativa dos vereadores é “anti-democrática ao aproveitar o momento de uma manchete”.















