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Com programa Orquestra nas Escolas, Prefeitura do Rio pretende formar 80 mil instrumentistas até 2020

Ao menos 30 escolas municipais devem receber as aulas do projeto já este ano

Rio de Janeiro|Do R7

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Mais de 600 estudantes já participam de projeto no Morro da Providência e em Duque de Caxias
Mais de 600 estudantes já participam de projeto no Morro da Providência e em Duque de Caxias

A partir do segundo semestre, alunos da rede municipal de ensino vão poder aprender a tocar instrumentos dentro das escolas públicas do Rio. A oportunidade surge com a ampliação do projeto Som+Eu da Prefeitura. Atualmente, mais de 600 estudantes já participam das aulas de música, mas a partir de julho o programa chega as escolas municipais.

De acordo com a Prefeitura do Rio, a expectativa é formar 80 mil músicos até 2020. Pelos menos 30 escolas já devem receber as aulas do programa ainda este ano, como informou o secretário municipal de Educação César Benjamin


— Estamos importando a experiência do Projeto Som+Eu, que já formou muitos instrumentistas mirins em comunidades. Nosso programa Orquestra nas Escolas começa em 30 escolas neste ano e vai a 150 em 2018, atingindo 45 mil alunos, somando-se ao trabalho de educação musical que já é realizado na rede — contou o secretário.

A inserção no projeto Som+Eu modificou a rotina de Thiago Araújo de Bezerra, de 23 anos. Morador do Morro da Providência e aluno de classe especial da Escola Municipal Rivadávia Corrêa, na Cidade Nova, o jovem participa do programa há cinco anos. As aulas ocorrem todas as segundas em um casarão antigo, localizado em um dos acessos da comunidade. Estudante aplicado, Thiago resume o que a maioria dos colegas de projeto diz sentir:


— Não vivo sem a música.

De acordo com o secretário, o programa municipal está sendo estruturado, o que inclui os contatos com os professores.


— Nossos alunos assistirão apresentações de instrumentistas considerados eruditos – viola, violoncelo, trompa, trompete etc – como primeiro passo para o aprendizado de um instrumento. A meta é formar 80 mil instrumentistas até 2020. E terminar a gestão com uma orquestra sinfônica dos alunos da Rede Municipal de Educação — anunciou César Benjamin.

Moana Martins é uma das criadoras do Som+Eu e atualmente se dedica ao desenvolvimento do Programa de Orquestras. Para ela, a democratização do ensino de música é um caminho para o fortalecimento da educação, da cultura e da sociabilidade.


— Desde o dia que o aluno chega no Som+Eu, ele é incentivado a vencer pelo saber, ser eficiente na educação formal e na prática musical. Buscamos investimentos na música para manter esses alunos motivados para a vida. Damos instrumentos para que não parem de sonhar — detalhou Moana, lembrando que o projeto tem a sede na Providência e um polo em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. De acordo com Moana, o projeto que dá aulas gratuitas vive da ajuda de patrocinadores e apoiadores.

Moana conta que 95% dos estudantes do programa são oriundos da rede pública de ensino. Além de aprender a tocar instrumentos, eles recebem também aulas de teoria e não raro integram-se às orquestras formadas pelo projeto: a de Câmara da Providência; a Juvenil, destinada aos alunos menores; e a Sinfônica. A média de idade dos estudantes varia entre seis e 19 anos.

Morador do Caju, zona norte da cidade, Kelvin Kelcio da Silva viu um cartaz sobre o projeto ao passar de ônibus como irmão Adriel. Pediram a mãe para inscrevê-los. Adriel deixou o projeto após cinco anos e já é considerado um talento do violino. Kelvin é bolsista da Escola Musical Villa-Lobos e toca em outras orquestras:

— Eu vejo a música como uma profissão e espero ir longe com ela. A música me traz alegria, calma e harmonia para minha vida — vislumbrou o jovem, que sonha em tocar no Theatro Municipal.

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