Com trocas de farpas, candidatos ao governo do RJ debatem na RecordTV
Dos 12 postulantes, os sete mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto participaram do encontro na sede carioca da emissora
Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, Juliana Valente* e PH Rosa, do R7

A menos de dez dias para as eleições, os sete principais candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro trocaram acusações no debate promovido pela RecordTV Rio nesta sexta-feira (28).
Eduardo Paes (DEM), Indio da Costa (PSD) , Marcia Tiburi (PT), Pedro Fernandes (PDT), Romário Faria (Podemos), Tarcísio Motta (PSol), Wilson Witzel (PSC) participaram do encontro que teve como tema recorrente a Lei da Ficha Limpa, motivo pelo qual o candidato Anthony Garotinho (PRP) foi impedido de comparecer ao debate eleitoral. Garotinho teve a candidatura barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na quinta (27).
Os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto protagonizaram embates e também foram alvo de ataques dos demais concorrentes. Na primeira rodada de perguntas, Romário questionou Paes sobre o fato de ele não comentar que sua candidatura está sob liminar. “Você é ficha suja. A probabilidade de você não estar aqui é real”, disse se referido à condenação no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) por abuso de poder econômico e político e conduta vedada a agentes públicos.
No entanto, Paes afirmou que continuará na eleição, pois o registro de sua candidatura teve um parecer favorável.
Já o candidato Índio da Costa afirmou diversas vezes ser o relator da Lei da Ficha Limpa e fez um alerta a Romário."Dizer que faz o que quer com o dinheiro dele se chama fraude aos credores, ocultação de bens e cai também na Lei da Ficha Limpa. Então, se ele não parar de fazer isso, vai acabar inelegível também".
Romário, por sua vez, se defendeu afirmando que está há oito anos na política, não tem "rabo preso com ninguém" e é "ficha limpa”.
A postura de confronto entre os concorrentes foi criticada pelo ex-juiz Wilson Witzel, que insinuou que as perguntas entre eles foram combinadas. "Um réu perguntando para outro réu a respeito da lei da ficha suja", disparou.
Em outro momento, Romário usou de tom debochado ao se referir a Witzel como “atirador” e “frouxo”, e o candidato do Podemos foi reprendido por ele. "Aqui é uma coisa séria, gente decente, você menospreza o ser humano que está ao seu lado".
Pedro Fernandes endossou o discurso de Witzel: "lamentável, mais uma vez vamos deixar de discutir o Estado para perder o foco nessas baboseiras que o cidadão pode ter acesso na internet para descobrir quem é mais ladrão do que o outro".
Propostas
No campo das propostas, os professores Tarcísio Motta e Marcia Tiburi discutiram sobre a situação das Faetecs (Fundação de Apoio à Escola Técnica). Enquanto a petista nacionalizou o debate lembrando a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Educação, Motta falou que o importante é "articular as três redes e dar sentido ao ensino à distância. É preciso valorizar professores e técnicos".
Sobre a Segurança Pública, Romário defendeu a redução do número de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e a redistribuição do efetivo policial para outras regiões do Estado. Já Wilson Witzel declarou a intenção de implantar no Estado o programa Comunidade Cidade, que tem como objetivo de minimizar a criminalidade nas favelas.
Eduardo Paes falou sobre os planos de expandir o programa Segurança Presente, criado durante sua gestão na Prefeitura do Rio, que aumentou a quantidade de agentes de segurança em regiões como a Lapa e o Aterro do Flamengo. Desta forma, ele quer aumentar o policiamento ostensivo nas ruas para "pararmos de ver inocentes e policiais mortos."
Os candidatos Indio e Pedro discutiram sobre Turismo no Estado e o pedetista destacou que é importante unir infraestrutura e segurança para atrair visitantes. "Precisamos potencializar o calendário turístico do Rio de Janeiro para que as regiões possam ter atividades políticas todo ano".
O postulante do PSD concordou sobre o calendário e ainda tocou na necessidade de garantir a segurança dos turistas. "Vou ter um calendário estruturado para o turismo, mas antes vou garantir Segurança Pública, pois, sem ela, não tem traquilidade para as pessoas virem ao Rio de Janeiro".
*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira e PH Rosa















