Comandante morto em Maricá julgaria fraudes na PM; polícia diz que sargento alega latrocínio e entrou em contradição
Polícia não descarta latrocínio, execução ou crime passional
Rio de Janeiro|Do R7, com Balanço Geral RJ

O delegado Fábio Baruck, da Delegacia de Homicídios de Niterói, ouviu nesta quinta-feira (1º) o sargento da PM Luiz Cláudio Carvalho da Silva, de 44 anos, que estava no carro com o comandante da PM Ivanir Linhares Fernandes Filho, morto a tiros no centro de Maricá na manhã de quarta-feira (31).
Segundo o delegado, o policial alega a versão de latrocínio. Já o delegado aponta contradições sobre a dinâmica do crime entre o que disse o sargento, atingido por dois tiros, e a perícia feita no veículo.
Após receber alta, o policial participará de uma reprodução simulada para esclarecer as contradições, segundo Baruck. O delegado considera a possibilidade de envolvimento no crime de uma quadrilha de assaltantes.
A Polícia Civil não descarta ao menos três hipóteses (execução, latrocínio ou crime passional) para explicar o assassinato do coronel
Uma das linhas de investigação envolve o julgamento de um grupo de policiais por fraudes no Fundo de Saúde da Polícia Militar. A audiência acontece nesta sexta-feira (2). Linhares era um dos juízes auditores, responsável por um dos votos que condenaria ou não os acusados. De acordo com o delegado, a morte do coronel pode ter beneficiado os presos pelo caso das fraudes.
— Ele tinha como tese de que esse grupo que está preso seria de culpados, e a morte dele está beneficiando algumas pessoas que estão presas.
Imagens de câmeras de rua mostram os suspeitos a caminho do crime (veja no vídeo abaixo).
O sepultamento de Ivanir aconteceu nesta quinta-feira (1) em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.
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