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Comércio reabre no Morro da Providência após morte de chefe do tráfico

Rotina na comunidade começou a se normalizar neste domingo; no sábado houve intenso tiroteio

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Comerciantes foram obrigados por traficantes a fecharem as portes em represália à morte de DG
Comerciantes foram obrigados por traficantes a fecharem as portes em represália à morte de DG

As lojas no Morro da Providência, na área central da cidade, reabriram neste domingo (9), após permanecerem fechadas no sábado, a mando de pessoas ligadas ao tráfico de drogas. A ordem foi para que comerciantes respeitassem o luto pela morte do traficante Diogo de Oliveira Santos, o DG, apontado pela polícia como chefe do tráfico na comunidade.

DG foi morto em troca de tiros com policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), na madrugada de sábado, após denúncia de moradores de que o traficante estaria escondido em uma casa na Ladeira do Barroso. O policiamento foi reforçado na UPP da Providência e as equipes responsáveis pelo patrulhamento estão trabalhando com atenção redobrada e maior número no efetivo. De acordo com informações da Central das Unidades de Polícia Pacificadora, até o fim da manhã deste dominho a situação estava calma nas ruas e vielas da região.


No confronto, com os militares, saiu ferido também Henrique Souza Rodrigues, o Parazinho, que estava junto com DG. Mesmo feridos, os dois conseguiram fugir, mas foram localizados mais tarde feridos na Praça Américo Brum, na parte baixa do morro. Eles foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde Diogo Santos não resistiu aos ferimentos. Parazinho foi ferido na bacia e permanece internado sob custódia da Polícia Militar.

Essa é a segunda vez em menos de 15 dias que traficantes ordenam o fechamento do tráfico de drogas em uma comunidade pacificada. No dia 22 de maio último, policiais da UPP do Complexo do Alemão mataram, em troca de tiros, Anderson Simplício de Souza, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas na região.


No dia seguinte, pela manhã, homens armados em uma moto mandaram que os comerciantes fechassem as portas. Como medida de segurança, três escolas estaduais, uma escola municipal e seis creches tiveram as atividades suspensas.

A UPP da Providência foi instalada no dia 26 de abril de 2010. Considerada a primeira favela do país, a comunidade tem cerca de 5 mil habitantes. A Providência está localizada bem atrás da Central do Brasil, estação ferroviária de onde partem os trens para os subúrbios das zonas norte e oeste da cidade e também para a Baixada Fluminense. O patrulhamento na região, que é formada por muitos acessos e aclives, é feito por 209 homens da Polícia Militar.

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