Comida é trocada por lanche e alunos são liberados por falta de merenda em escolas estaduais e municipais
Secretaria de Educação diz que medida foi tomada para minimizar impactos da crise
Rio de Janeiro|Do R7, com RJ no Ar

Alunos de escolas estaduais e municipais do Rio dizem que a comida nas unidades foi substituída por lanche e que os funcionários da limpeza só vão trabalhar três vezes na semana. O coordenador do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) do Rio, Marcelo Santana, disse que faltam até mesmo papéis para imprimir provas.
A estudante da rede estadual Milena Silva disse que em alguns dias os alunos são liberados antes do horário de saída por causa da falta de merenda escolar.
— A limpeza não está sendo 100%. Os lanches, nem sempre têm. Às vezes, a gente sai cedo porque não tem lanche.
O coordenador do SEPE disse que descobriu que o governador do Rio enviou para a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) projetos para anistiar dívidas de empresas, dinheiro que, segundo ele, poderia ter sido investido na educação.
— A gente descobriu, em conversas na Alerj, que o governador Pezão mandou dois projetos para serem votados para aquela casa anistiando a Light em R$ 170 milhões de dívidas e a SuperVia em R$ 39 milhões. Esse dinheiro, que seria repassado ao Estado, poderia ser investido para pagar os servidores e investir na educação.
O sindicato disse que tenta dialogar com o governo, já que a situação prejudica os alunos. Em algumas escolas, não há porteiros trabalhando e os funcionários da limpeza só vão trabalhar às terças e quintas. Além disso, a comida foi substituída por merenda para economizar gás.
A Seduc (Secretaria de Estado de Educação) informou que as medidas foram tomadas na tentativa de conter os gastos e minimizar os impactos da crise orçamentária nas escolas. A pasta disse que fez um replanejamento no serviço dos terceirizados para os dois últimos meses. Além disso, confirma a redução no serviço de limpeza, a falta de porteiros em algumas unidades e a alteração na merenda.
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