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Copacabana tem 420 calcinhas espalhadas na areia em ato contra abuso sexual

Número de peças representa número de mulheres vítimas de violência sexual a cada 72 horas

Rio de Janeiro|Do R7

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Fotos de mulheres com tinta vermelha no rosto foram espalhadas pelas areias de Copacabana
Fotos de mulheres com tinta vermelha no rosto foram espalhadas pelas areias de Copacabana

A Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, amanheceu, nesta segunda (6), com 420 calcinhas estendidas na areia. As peças de roupa representam a quantidade de mulheres estupradas no Brasil a cada 72 horas (por ano, são cerca de 50 mil). A ação faz parte de protesto da organização não governamental Rio de Paz contra a violência praticada contra as mulheres.

Além das calcinhas espalhadas, doadas pela Duloren, foram expostos painéis com imagens do fotógrafo Márcio Freitas com o tema "Nunca me calarei". As fotos retratam a angústia de mulheres vítimas de abuso. Os rostos têm a marca de uma mão, em vermelho, como se tivessem tentado calar as mulheres.


Estupro coletivo: R7 refaz passos e aponta o que falta ser explicado no caso

Antônio Carlos Costa, fundador do Rio de Paz, defendeu ações preventivas do poder público em favelas e comunidades de baixa renda para evitar esse tipo de crime.

Na tarde de hoje, está marcada uma audiência pública para debater a cultura do estupro, na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Foram convidados a delegada Cristiana Bento, titular da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), que assumiu o caso da adolescente que sofreu estupro coletivo no Morro da Barão, na zona oeste, e o delegado Alessandro Thiers, da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), afastado das investigações.

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