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Corpo de australiano deve ser cremado no Rio e família quer levar cinzas para Austrália 

Não foi possível determinar causa da morte devido a estado de decomposição do corpo

Rio de Janeiro|Do R7

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Rye Hunt
estava desaparecido desde 21 de maio
Rye Hunt estava desaparecido desde 21 de maio

Em comunicado enviado à imprensa, a família do australiano Rye Hunt, que ficou duas semanas desaparecido e foi encontrado morto em uma praia de Maricá, Região dos Lagos, afirmou que pretende cremar o corpo no Brasil e levar as cinzas para a Austrália. A família ainda precisa da autorização da Justiça para repatriar o corpo. O tio e a namorada do australiano vieram para o Rio acompanhar as buscas e pretendem levar as cinzas na próxima quarta-feira (15).

A Polícia Civil do Rio confirmou no sábado (11) que o corpo encontrado na última quarta-feira era do australiano Rye Hunt, que estava desaparecido desde 21 de maio. A identificação foi feita com exames antropológicos (sexo, idade e ancestralidade), fotografias e radiografias. Segundo a polícia, não foi possível determinar a causa da morte em razão do avançado estado de decomposição do corpo.


Hunt chegou ao Rio no dia 16, acompanhado pelo amigo Mitchell Sheppard. Eles se hospedaram em um albergue na Lapa, na região central da capital fluminense. Na madrugada do dia 21, eles teriam usado ecstasy de maneira inadequada - segundo a delegada, em vez de diluir a droga em água, os australianos a aspiraram - e foram a uma casa noturna no mesmo bairro.

Durante a festa, a dupla teria aspirado mais ecstasy, bebido vodca e entrado em surto psicótico. Após causar tumulto, eles foram expulsos da casa noturna e retornaram ao albergue, mas Hunt teria se recusado a entrar no quarto compartilhado, pois acreditava estar sendo perseguido por alguém que queria matá-lo, segundo o amigo disse à polícia. Por isso, só entrou no quarto compartilhado em um momento em que não havia mais nenhum hóspede.


Eles ficariam no Rio até o dia 24. Sheppard disse ter sugerido que os dois antecipassem a viagem para a Bolívia, próxima etapa do passeio que faziam pela América do Sul. Eles foram de táxi ao Aeroporto Internacional, onde Hunt teria tido outro surto. Ele desistiu de viajar e foi sozinho de táxi para Copacabana (zona sul), onde alugou um apartamento por três dias, pelos quais pagou US$ 200.

Na segunda-feira (30), um pescador informou a Polícia Civil que no dia 22 viu Hunt na ilha de Cotunduba, a 2 km da praia do Leme, zona sul. O australiano teria chegado a nado à ilha e tinha ferimentos no corpo, possivelmente causado por mariscos presos às rochas da ilha.

Assista ao vídeo:

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