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Corpo de mulher sufocada por filha com saco plástico é enterrado no Rio

Sepultamento ocorreu no cemitério de Inhaúma; filha está apreendida e namorado, preso

Rio de Janeiro|Do R7

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Vítima tirou uma foto ao lado da filha adolescente, que, segundo a polícia, planejou o assassinato
Vítima tirou uma foto ao lado da filha adolescente, que, segundo a polícia, planejou o assassinato

Adriana de Moura Rocha foi enterrada no início da tarde desta terça-feira (11) no Cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio. Os restos mortais dela tinham sido encontrados em avançado estado de decomposição em um matagal em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, depois que, segundo a polícia, a filha de 17 anos e o namorado, de 20, atearam fogo no corpo.

Na delegacia, o casal confessou que matou Adriana sufocada. De acordo com as investigações, a iniciativa foi da filha, que aproveitou que a vítima estava dormindo e a enforcou com um golpe conhecido como mata-leão. O namorado, Daniel Peixoto, completou o assassinato colocando um saco plástico na cabeça da mulher.


A adolescente foi apreendida e Daniel, preso. O delegado que acompanha o caso vai encaminhar nos próximos dias ao Ministério Público o pedido para que o suspeito permaneça preso preventivamente até o julgamento.

A estimativa é de que, se condenado, o jovem receba pena de até 30 anos por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já a filha da vítima, por ser menor de idade, não poderá cumprir mais do que três anos de medidas socioeducativas.


Havia um seguro de vida da mãe, em nome da filha, no valor de R$ 15 mil. Os investigadores desconfiam ainda que a morte tenha sido elaborada porque a vítima não concordava com o namoro dos dois.

Tentativa de farsa


Dias após o crime e antes de ser desmascarada, a adolescente foi até a cooperativa de taxi em que a vítima trabalhava para pedir dinheiro para procurá-la. Um vídeo gravado por câmeras de segurança mostra o momento em que a menina tentou convencer as colegas da mãe sobre a história que contava (veja a reportagem abaixo).

A menor estava acompanhada pelo namorado. Nas gravações do circuito de monitoramento, a menina aparece chorando diante das companheiras de profissão da mãe. Ela contou que já tinha percorrido todos os hospitais e que desconfiava de que a vítima tinha sido queimada por traficantes.


Na semana passada, a polícia revelou como desvendou o assassinato. O casal, que inicialmente pediu ajuda aos investigadores para procurar por Adriana — que estaria desaparecida —, caiu em contradições após o quarto depoimento.

A menina confessou que, enquanto a mãe dormia, aplicou um mata-leão, golpe usado para estrangulamento. A vítima demorou a morrer e, então, o namorado da filha chegou ao quarto para finalizar o crime com um saco plástico.

Eles colocaram o corpo no automóvel do rapaz, compraram álcool e levaram até um terreno em Duque de Caxias, onde colocaram fogo, no dia 25 de maio.

A polícia achou um papel onde a adolescente escreveu em detalhes o planejamento do assassinato.

Assista ao vídeo:

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