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Corpo de vigilante morto por bala perdida dentro de ônibus na avenida Brasil é sepultado

José Carlos Santos, de 51 anos, foi atingido na cabeça enquanto dormia no ônibus 483

Rio de Janeiro|Do R7

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José Carlos Santos foi enterrado no cemitério de Irajá
José Carlos Santos foi enterrado no cemitério de Irajá

Foi enterrado, na manhã deste domingo (10), o corpo do vigilante José Carlos Santos, de 51 anos, morto dentro de ônibus na avenida Brasil, na última sexta-feira (8). O sepultamento aconteceu por volta das 10h15, no Cemitério de Irajá, zona norte do Rio.

O vigilante dormia quando foi atingido por uma bala perdida na cabeça no coletivo da linha 483 (Penha-Copacabana). De acordo com familiares, a vítima voltava de um plantão de trabalho, em Copacabana, na zona sul do Rio, e seguia para Penha, na zona norte, onde morava.


O coletivo passava pela avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, zona norte, quando dois criminosos promoviam um arrastão. Os assaltantes teriam fugido após ver uma viatura da polícia e tentado entrar na comunidade Vila do João, onde traficantes teriam atirado para impedir o acesso da dupla.

Segundo testemunhas, no momento do tiroteio, o ônibus estava cheio e os passageiros se jogaram no chão para tentar se proteger. Duas pessoas foram feridas por estilhaços de vidro. O motorista e a cobradora do veículo relataram à polícia tudo o que aconteceu antes e depois do crime. A DH (Divisão de Homicídios) da capital investiga se as câmeras de segurança podem ajudar a identificar os criminosos.


José Carlos estava a dois anos de se aposentar e deixou companheira, uma filha de 19 anos e uma neta de 3 anos. Abalado, o irmão da vítima, Sérgio Bueno, lamenta que o vigilante tenha se tornado apenas mais um dado para as estatísticas da violência no Rio de Janeiro.

— Aqui no Rio, como no Brasil todo, tá assim dessa forma. Infelizmente, aconteceu, pela primeira vez com a nossa família. Ninguém tá livre disso.


Por causa do crime, a pista lateral da avenida Brasil precisou ficar interditada por mais de 3 horas.

Veja a reportagem:

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