Corpos de família assassinada na Baixada Fluminense serão enterrados nesta quinta-feira
Delegado não descarta que crime teria sido passional
Rio de Janeiro|Do R7

A família do policial militar assassinada na manhã de quarta-feira (19), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, será enterrada nesta quinta-feira (20), no cemitério Tanque do Anil, no mesmo município, às 16h. Segundo o cemitério, os corpos serão sepultados de 15 em 15 minutos. O primeiro sepultamento será o de Marilene José Martins, mãe do policial, seguido de Fernando José Martins, irmão do agente, e as duas meninas. Os velórios devem começar a partir das 14h30.
Segundo informações da polícia, os quatro corpos foram encontrados na manhã de ontem pelo sargento Cristiano José Martins, lotado no batalhão da Praça da Harmonia (5º BPM), no centro do Rio. Ele costumava tomar café da manhã com a família todos os dias antes de ir para o batalhão. Ao chegar à residência no bairro Parque Tietê, por volta das 8h, o militar encontrou a mãe, o irmão e mais duas crianças mortos.
De acordo com a DHBF, Marilene, de 60 anos, "foi morta em decorrência de lesões produzidas por ação contundente" e Fernando, de 36 anos, foi morto a facadas. Já as duas meninas, identificadas como Kauane, de 7 anos, e Hester, de 5, foram estranguladas. Além da família, um dos cachorros da casa também foi morto.
O principal suspeito pelo assassinato da família prestou depoimento na tarde de ontem e disse que não tem noção do que aconteceu. Leonardo Gomes Gregório, de 25 anos, foi conduzido por policiais para ser ouvido na DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense). Ele chegou ao local chorando.
As armas usadas no crime foram deixadas no local e apreendidas pela polícia. A mãe do policial teria sido a primeira a ser morta. Segundo o delegado responsável pelo caso, Geniton Lages, a idosa tentou se proteger do criminoso.
— No momento em que ela abriu a porta e percebeu o autor, ela tentou virar a chave para tentar fechar a porta e não conseguiu. Foi obstada nessa intenção e, aí sim, golpeada.
Marilene criava as duas meninas. A mãe biológica das crianças é moradora de rua e viciada em crack. O pai também não tinha condições de cuidar das filhas. Nesta quinta-feira (20), haveria uma audiência na Vara de Família de São João de Meriti para definir o futuro das crianças. A polícia investiga se a disputa pela guarda pode ter motivado o crime.
O único sobrevivente foi o irmão de Marilene. Roberto José Martins dormia em um quarto nos fundos. Ele também foi ouvido pela polícia nesta quarta. O sargento Cristiano prestou depoimento durante toda a tarde na Delegacia de Homicídios. Ao sair da delegacia, o sargento não quis se manifestar sobre o assunto.
Pela violência empregada na ação, o delegado não descarta a possibilidade de crime passional.















