Coveiros do cemitério do Caju continuam paralisação nesta terça, diz sindicato
Enterros são feitos por trabalhadores sem carteira assinada, diz sindicato
Rio de Janeiro|Do R7
Os funcionários do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, região portuária do Rio, permanecem com as atividades paralisadas nesta terça-feira (27) por causa de salários atrasados e da falta de pagamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), segundo informou Sérgio do Carmo, presidente do SindiFilantrópicas (Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas, Filantrópicas e Organizações não Governamentais do Estado do Rio de Janeiro).
Os trabalhadores fazem paralisação desde o início da manhã de segunda-feira (26). Por volta das 10h30 desta terça, eles esperavam no Caju representante da Santa Casa de Misericórida, responsável pela administração de cemitérios da cidade e pelo pagamento dos salários.
O sindicalista também reclama da Prefeitura do Rio pela situação dos atrasos, pois a licitação da nova administração dos cemitérios ainda não foi feita, mesmo após denúncias de construções e vendas ilegais de jazigos. Segundo ele, a prefeitura ainda não se pronunciou sobre a paralisação ou do atraso no pagamento.
Procurada pelo R7, a administração do cemitério do Caju informou na segunda que funcionários estavam trabalhando e que o cemitério funcionava parcialmente.
Sérgio do Carmo disse nesta terça que trabalhadores sem carteira assinada pela Santa Casa atuam no cemitério em substituição aos coveiros paralisados. Segundo ele, esses trabalhadores estão em "regime de semiescravidão", sem descanso ou folgas respeitadas pela administração do local.
A paralisação é a segunda realizada em cerca de 40 dias. No último dia 19, os funcionários do local não trabalharam por causa do atraso do salário referente ao mês de maio.
Procurada pelo R7, a administração da Santa Casa não foi localizada.















