CPI dos Trens da Supervia aponta que só 23 das 104 estações possuem acessibilidade
Segundo informações do relator Waldeck Carneiro, apenas 21 das plataformas da concessionária têm banheiros
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*

Uma análise de integrantes da CPI dos Trens, da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), apontou que, das 104 estações da Supervia no Rio, apenas 23 possuem acessibilidade para pessoas com deficiência.
Os temas acessibilidade e infraestrutura foram debatidos pela comissão durante a audiência desta segunda-feira (18), com a participação do presidente da concessionária, Antônio Carlos Sanchez, do secretário de Estado de Transportes, André Luiz Nahass, e do diretor da Agetransp, Murilo Leal.
O relator da CPI Waldeck Carneiro considerou que há omissão por parte do poder público em relação à fiscalização da operação da concessionária.
"A Supervia afirma que investiu mais de R$ 1,4 bilhão. No entanto, não há nenhum controle por parte do poder público. A Agetransp diz que esse não é um trabalho dela. A Setrans diz que não tem condições de fazer. Não há fiscalização efetiva por parte do poder público sobre o que faz ou deixa de fazer a concessionária", disse.
O relator da CPI afirmou que o Rio vive um "pré-colapso" em seu sistema ferroviário e que há necessidade de mais diligências na apuração das condições oferecidas aos passageiros. Segundo Waldeck Carneiro, desde o início da investigação, muitos usuários denunciaram o não funcionamento de elevadores nas plataformas.
Além disso, a comissão apurou que só 21 estações têm banheiros e que, em muitas, há falta de painéis eletrônicos de informação sobre a circulação dos trens aos usuários, como determina uma lei de 2008.
A CPI dos trens foi instaurada pela Alerj em fevereiro e tem o objetivo de investigar denúncias de passageiros sobre o serviço, que é alvo de críticas por frequentes atrasos, interrupções, superlotação e pelo valor da tarifa.
A passagem dos trens seria reajustada de R$ 5 para R$ 7, valor aprovado pela Agetransp. No entanto, no último dia 7, o governador Cláudio Castro determinou que a tarifa permaneça com o valor atual até que os problemas na oferta do serviço sejam resolvidos.
Procuradas pelo R7, a Superviae a Setrans declararam que não irão comentar as denúncias. Já a Agestranp não se manifestou até o fechamento da matéria.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















