‘Cria’: saiba quem era o chefe do tráfico morto em operação no Complexo da Maré
O criminoso acumulava 222 anotações criminais e tinha três mandados de prisão em aberto
Rio de Janeiro|Do R7

O traficante Edmilson Marques de Oliveira, o “Cria” ou “Di Ferro”, foi morto nesta sexta-feira (26) durante uma operação emergencial da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro.
A Polícia Civil informou que o bandido era monitorado há cerca de dois meses. Apurações do setor de inteligência indicavam que a quadrilha estava reunida nesta sexta para invadir uma comunidade rival.
Contra Cria havia três mandados de prisão em aberto por crimes como homicídio, organização criminosa, roubo e tráfico de drogas. O criminoso também acumulava 222 anotações criminais.
Segundo as investigações, ele ocupava uma posição de “dono” do conjunto de favelas, ao lado de Michel de Souza Malvieira, o “Mangolê” e Luiz Carlos de Lomba, o “Chocolate”, preso em março deste ano.
Cria também integrava a cúpula do TCP (Terceiro Comando Puro), segunda maior facção criminosa do estado. Ele estaria acima até mesmo de Thiago da Silva Folly, o “TH da Maré”, morto em maio deste ano.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, descreveu o traficante como um “narcoterrorista sanguinário”, perigoso e autor de dezenas de homicídios na Maré.
“Aqui, eu falo para os moradores do Complexo da Maré. Lá, impera a lei do silêncio, mas todos sabem que o Cria, se ele olhasse para uma pessoa e desconfiasse, ele mesmo matava. Era um traficante extremamente sanguinário, assassino e cruel”, afirmou Curi.
O secretário ainda afirmou que o bandido atuava como uma espécie de “homem de guerra” do TCP. Era ele quem ditava as invasões, fornecia armamentos e dava as diretrizes de expansão da facção.
Sob o comando do criminoso, a quadrilha estaria por trás das disputas de retomada do morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte. Atualmente, a localidade é dominada pelo Comando Vermelho.
As investigações também indicam que Cria estava presente na morte de dois policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais), em junho do ano passado, no morro do Timbau, que integra o Complexo da Maré.
Na época, vídeos divulgados pela Polícia Civil mostraram o tiroteio e a fuga dos criminosos. Nas imagens, o bandido e outros membros da cúpula da facção pulam o muro de um galpão para escapar dos agentes.
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