Criança precisa de cirurgia no coração e pais dizem que hospitais do Rio alegam falta de vagas
Operação pode salvar menina de 2 anos que tem má formação na artéria aorta
Rio de Janeiro|Do R7, com RJ no Ar

Uma menina de dois anos está internada no Hospital Federal dos Servidores do Estado, no centro do Rio de Janeiro, devido a uma má formação na artéria aorta, a principal do coração. Valentina Cruz e Silva precisa ser submetida a uma cirurgia com urgência, mas a unidade hospitalar não realiza o procedimento.
Mesmo com três mandados judiciais, a família não consegue transferir a pequena Valentina para um hospital especializado em doenças do coração e equipado com UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) pediátrica, como informaram os médicos. A menina está sendo mantida em coma induzido para não passar por fortes emoções.
Apesar de a Justiça ter concedido à família três mandados que determinam a transferência, Valentina permanece no hospital que não realiza a cirurgia.
De acordo com os pais, o hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, zona sul, e o Perinatal, na Barra da Tijuca, zona oeste, recusaram receber a menina por falta de vagas. Por meio de nota, o Perinatal negou ter se recusado a atendê-la e informou que a criança foi submetida a uma primeira cirurgia no centro de saúde. "Diante da sua situação de emergência e com outros casos também muito graves em andamento, ela foi encaminhada para o Hospital dos Servidores, onde aguarda com os devidos cuidados médicos a sua cirurgia, prevista para esta semana", disse o hospital.
Já a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou que a criança está sendo monitorada no Hospital Federal dos Servidores do Estado e será operada no Instituto Nacional de Cardiologia em data ainda não definida.
A Justiça também ordenou que a criança fosse levada para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, mas o governo do Estado se recusou a arcar com os custos da viagem.
O pai de Valentina, Emerson Nogueira, relatou que se sente impotente e desesperado diante da situação.
— Não tenho uma solução, não tenho mais onde recorrer. Só alegam que não tem vaga, ninguém dá uma orientação. Eu já estou no desespero porque a minha filha pode vir a óbito a qualquer momento.
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