Crise hídrica: polícia descarta sabotagem contra Cedae
Investigação da Polícia Civil não encontrou indícios de crimes na Estação Guandu. Hipótese havia sido levantada pelo governador Wilson Witzel
Rio de Janeiro|Ludmila Gomes, do R7*

A Polícia Civil do Rio concluiu, nesta quarta-feira (11), que não houve sabotagem na Estação de Tratamento Guandu no inquérito que apurou alterações na qualidade da água distribuída pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) no Estado do Rio.
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A Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados relatou ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que "não foram encontrados indícios de infração penal" durante a investigação.
A suspeita havia sido levantada pelo governador do Rio, Wilson Witzel, no fim de janeiro. Na ocasião, Witzel disse que poderia existir o interesse de "manchar a imagem" da companhia, que deverá ser privatizada em 2020.
A crise hídrica afetou cerca de 9 milhões de consumidores na Região Metropolitana do Rio e na Baixada Fluminense. Até hoje, clientes de diferentes regiões ainda relatam problemas no abastecimento, já que á agua chega às torneiras com cheiro, cor e sabor.
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Redução na conta dos consumidores
Nesta terça-feira (10), o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) determinou que, a Cedae aplique, de maneira imediata, um desconto de 25% na conta de água dos consumidores.
A decisão, homologada pela juíza Maria Christina Berardo Rucker, da 2ª Vara Empresarial da Capital, determina que o desconto permaneça até a comprovação de regularização no fornecimento de água.
Em nota, o TJ-RJ estabeleceu que, caso a empresa não cumpra com a decisão, será aplicada uma multa diária no valor de R$ 1 milhão.
A Cedae ainda não foi intimada da decisão e disse que se manifestará oportunamente.
Assista à matéria:
*Estagiária do R7 sob supervisão de Bruna Oliveira
















