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Crise na saúde: funcionários do Hospital Getúlio Vargas fazem manifestação contra atrasos de salário

Maqueiros, enfermeiros e técnicos em enfermagem estão desde novembro

Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

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Em nota, a Secretaria de Saúde afirma que vem reunindo esforços para manter suas unidades funcionando
Em nota, a Secretaria de Saúde afirma que vem reunindo esforços para manter suas unidades funcionando

Profissionais de saúde que trabalham no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte, fizeram uma manifestação, na manhã desta quinta-feira (17), contra atrasos nos salários e a falta de recursos para a saúde no Estado. A unidade de saúde deveria ser referência em tratamento de traumas, mas pacientes que procuram o hospital para atendimentos, como o de retirada de gesso, encontram os serviços parados. Maqueiros, enfermeiros e técnicos em enfermagem estão desde novembro sem receber e não tem previsão do 13º salário.

Para uma das enfermeiras, o atraso nos salários compromete o fim de ano em casa.


— O fim de ano vai ser sem ceia, sem presente. Minha filha e meu filho perguntaram sobre presente de Natal. E eu falei que não tem. E, infelizmente, as contas não param. Vêm todo mês.

O paciente Felipe Brasil já deveria ter tirado o gesso há um mês. Segundo ele, não tem médicos disponíveis.


— Aí a gente não sabe se tira ou não, porque pode dar algum problema.

Segundo o enfermeiro Marcelo Meloni, a falta de material compromete o atendimento.


— Faltam vários itens importantes para a assistência. Falta esparadrapo, gaze. Tem pouco material para poder trabalhar com o paciente. Não conseguimos medir a pressão. Não conseguimos atender o paciente do jeito que ele merece. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde afirma que “vem reunindo esforços junto às secretarias municipais de saúde, ao Ministério da Saúde, outros órgãos do Governo do Estado e até à iniciativa privada para manter suas unidades funcionando no intuito de minimizar ao máximo possível os transtornos à população e restabelecer os serviços eventualmente suspensos ou restritos. O cenário só deverá se normalizar, no entanto, mediante repasses para o Fundo Estadual de Saúde”.

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