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Crise na Saúde: funcionários do Into e do Rocha Faria fazem protestos no Rio

Hospital Rocha Faria passa a ser administrado pela prefeitura a partir de hoje

Rio de Janeiro|Do R7

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Funcionários se manifestaram na entrada do Rocha Faria
Funcionários se manifestaram na entrada do Rocha Faria

Funcionários do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) interditaram, por cerca de 50 minutos, a pista lateral da avenida Brasil, sentido centro, na manhã desta segunda-feira (11). A manifestação era contra o atraso no salário dos funcionários. De acordo com o Centro de Operações, a via foi liberada por volta das 12h45.

Mais cedo, um grupo de funcionários do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, também fizeram protesto e fecharam a avenida Cesário de Melo por alguns minutos. Eles reclamam da transição da administração da unidade do Estado para a prefeitura.


A troca de gestão foi oficializada na manhã de hoje, quatro dias após a troca de gestão do Albert Schweitzer, também municipalizado. Funcionários do Rocha Faria temem ser remanejados para outras unidades estaduais. Eles querem permanecer no hospital, uma vez que uma mudança exigiria gastos com transporte e seus salários são baixos.

Segundo o governo do Estado, a unidade tem 300 leitos, sendo 87 da maternidade e realiza cerca de 10 mil atendimentos de emergência em clínica geral, clínica médica, ortopedia, pediatria e maternidade.


No sábado, após o anúncio da municipalização das duas unidades, o prefeito Eduardo Paes visitou, pela primeira vez, o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo e anunciou um investimento de R$ 40 milhões na unidade.

Segundo a prefeitura, a quantia será distribuída ao longo dos próximos 12 meses e vai ser destinada a melhorias estruturais, incluindo reforma de alguns setores como ortopedia, enfermaria, emergência e refeitório, além da climatização. Após assumir a administração da unidade na quinta-feira (7), a prefeitura também iniciou melhorias nas ruas do entorno e no próprio hospital. Entre as ações estão a retirada das grades externa e interna, recapeamento do asfalto e poda de árvores.


Paes afirmou que os investimentos no hospital não vão afetar outros serviços da prefeitura.

— Nosso esforço é não deixar os moradores sem atendimento hospitalar em razão da crise que o Estado está vivendo. Acredito que a simples absorção desse hospital pela rede municipal, integrando-o com o Hospital Pedro II e, a partir da próxima semana, com o Rocha Faria, possibilitará um atendimento muito melhor à população da zona oeste, que representa quase metade da cidade.


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De acordo com a prefeitura, o hospital realiza cerca de 10.500 atendimentos de emergência por mês. A prefeitura informou ainda que, com a administração dos hospitais ficando sob responsabilidade do município, o investimento em saúde da prefeitura vai se aproximar dos R$ 5 bilhões, passando de 21% a 25% do orçamento.

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