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Crise no RJ: hospitais que receberão turistas nas Olimpíadas sofrem com superlotação

Das cinco unidades indicadas, três foram vistoriadas e apresentavam excesso de pacientes

Rio de Janeiro|Do R7, com Cidade Alerta RJ

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Sala de pacientes graves no Salgado Filho sofre com superlotação
Sala de pacientes graves no Salgado Filho sofre com superlotação

A pouco menos de um mês para o início dos Jogos, três dos cinco hospitais municipais de referência para torcedores brasileiros e estrangeiros — Albert Schweitzer, Lourenço Jorge, Miguel Couto, Rocha Faria e Salgado Filho — foram vistoriados e apresentavam superlotação.

No Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio, pacientes estavam em macas colocadas nos corredores. Uma das salas para atendimento de pacientes graves, que tem 14 leitos, atendia 49 pacientes. O Sinmed-RJ (Sindicato de Médicos do Rio de Janeiro) encontrou duas crianças em estado gravíssimo que aguardavam por uma vaga no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) pediátrico mesmo com mandado judicial.


No Souza Aguiar, no centro do Rio, o CTI estava lotado. Não havia vagas nas enfermarias e as salas vermelhas, que atendem pacientes graves, também estavam superlotadas. A unidade foi onde ocorreu o resgate do traficante Fat Family no dia 19 de junho, que deixou um morto.

No Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste, que vai concentrar a metade das competições, não há atendimento de neurocirurgia. As vítimas de acidentes envolvendo traumas terão de ser transferidas para o hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul, que também é uma das unidades de referência que não têm vagas.


A Secretaria Estadual de Saúde informou que, após a liberação de recursos do Estado, o funcionamento da rede estadual está garantido e, quanto ao período de realização dos Jogos Olímpicos, foi elaborado um plano de atenção à saúde.

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