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Crise no RJ: professores da Uerj decidem manter greve que já dura mais de 3 meses

Docentes farão um ato-aula na porta da casa do governador em exercício nesta quinta

Rio de Janeiro|Do R7

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Professores decidiram por permanência da greve em assembleia
Professores decidiram por permanência da greve em assembleia

Professores da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) decidiram pela continuidade da greve durante assembleia realizada nesta terça-feira (21). Na próxima quinta-feira (23), os docentes farão um ato-aula em frente à casa do governador em exercício, Francisco Dornelles, como forma de protesto. 

Os professores da universidade estão em greve desde 7 de marçoem meio à crise pela qual passa a universidade, que envolve ainda atraso de salários de funcionários terceirizados e a consequente suspensão dos serviços prestados.


Na última segunda (20), o Hupe (Hospital Universitário Pedro Ernesto), ligado à universidade, não realizou cirurgias. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, não houve cirurgia marcada para não colocar em risco a saúde de nenhum paciente. As atividades foram retomadas nesta terça. O ato se deu em apoio à paralisação geral das atividades da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e aos funcionários que tiveram os salários parcelados.

Segundo o Sinmed-RJ (Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro), a suspensão das cirurgias na segunda-feira se deve à crise financeira do Estado e ao descumprimento por parte do governo em repassar recursos necessários para que o hospital funcionasse de forma adequada conforme determinou a Justiça.


Governo do RJ decreta estado de calamidade

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou, na última sexta-feira (17), estado de calamidade pública no Rio de Janeiro. A medida foi divulgada em edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o governo, a crise impede o Estado de "honrar com seus compromissos para realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".


"Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016", diz o decreto publicado na sexta.

Ainda de acordo com o decreto, "as autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".

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