Crivella compara prédio implodido a ‘senzala’ e promete 2.000 moradias
Prefeito do Rio de Janeiro acompanhou de perto queda programada de edificação do IBGE, que estava ocupado por 210 famílias
Rio de Janeiro|Do R7

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), acompanhou de perto a implosão do prédio do IBGE, neste domingo (13), na Mangueira, na zona norte do Rio de Janeiro. O local havia sido invadido por 210 famílias de moradores sem-teto, que foram cadastrados pela prefeitura para receber uma nova moradia.
Crivella comemorou “mais uma etapa concluída”, após a queda programada do edifício, e comparou o prédio a uma “senzala”.
— Deve ser ressaltado que hoje, dia 13 de maio, não é apenas o Dia das Mães, é também o dia da libertação dos escravos. E hoje caiu uma senzala. Talvez uma das últimas a cair no Rio de Janeiro. Caiu a senzala da Mangueira. Ali, há 25 anos, moravam muitos “escravos”, não tem outra denominação.
Crivella destacou que a população que vivia no prédio do IBGE morava sobre “escombros, com seus filhos, sem água, sem luz”.
Em seguida, o prefeito prometeu a construção de um grande conjunto do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, para o local.
— Ali, virá agora um grande Minha Casa Minha Vida com mais de 2.000 apartamentos. Sala, cozinha, dois quartos, área, área de lazer, piscina...
Aluguel social
Os antigos moradores do prédio demolido hoje já estão recebendo o aluguel social, no valor de R$ 400, até a conquista da casa própria.
Todas as famílias já receberam dois meses adiantados do benefício e foram cadastradas em programas sociais da Prefeitura.
Todas serão reassentadas no empreendimento e vão receber gratuitamente os apartamentos.

Implosão
Pouco depois das 7h, os 13 andares do prédio vieram abaixo, conforme estava programado. Cerca de 2.200 moradores do entorno foram orientados a deixar suas casas, e aguardar a implosão em um local próximo. A previsão é que todo o entulho seja removido em 30 dias.
O edifício, que pertencia ao governo federal e foi cedido à prefeitura, corria o risco de incêndio e de desabamento por ruína, segundo avaliações de técnicos da Subsecretaria de Habitação e laudos da Defesa Civil Municipal.
A implosão envolveu equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, CET-Rio, Centro de Operações (COR), Assistência Social e Comlurb, além de efetivos da Polícia Militar. Foram usados 150 quilos de explosivos na detonação do imóvel.
















