'Crueldade', diz mãe de jovem espancado e morto por amigos na zona oeste do Rio
Segundo a polícia, jovens confessaram ter agredido a vítima após suspeitarem de furto de celular; corpo foi jogado no rio Guandu
Rio de Janeiro|Gabriel Pieroni*, do R7, com Felipe Batista, Record TV Rio

Um adolescente de 17 anos que estava desaparecido desde o último sábado (9) foi espancado e morto por amigos em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. O corpo, segundo o grupo, foi jogado no rio Guandu. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil fazem buscas pela vítima nesta quarta-feira (13).
O delegado Fábio Luiz, responsável pelo caso, disse em entrevista à Record TV Rio que já ouviu parte dos suspeitos e que aqueles que prestaram depoimento confessaram participação no crime. Ele vai pedir a prisão dos investigados.
De acordo com a polícia, Cauã saiu com cinco amigos no último dia 9. Ele bebia com os rapazes quando houve uma abordagem da polícia. Um deles procurou a CNH para apresentar aos agentes e não encontrou o celular. A vítima disse ter achado o aparelho, o que gerou desconfianças sobre uma tentativa de furto.
Segundo as investigações, os amigos espancaram Cauã. Em seguida, decidiram matá-lo e jogar seu corpo no rio.
A mãe de Cauã contou que o filho não conhecia o grupo há muito tempo e que, recentemente, o menino teria começado a sair para beber. Muito abalada, ela afirmou que o adolescente "não tinha maldade" e que não acredita que ele tenha tentado furtar o aparelho celular.
"Não acredito nisso e, mesmo que fosse, isso é um motivo fútil para tirar uma vida. E numa crueldade que fizeram com meu filho. Cinco contra um menino de 17 anos. Fico pensando no tanto que meu filho sofreu. E não vi arrependimento nenhum no olhar [dos amigos]", disse a mãe, que também pediu por justiça.
O delegado informou que o grupo envolvido na morte de Cauã deverá responder por homicídio qualificado (motivo fútil) e ocultação de cadáver. Se forem condenados, os suspeitos podem pegar uma pena de até 30 anos de prisão.















