Logo R7.com
RecordPlus

Defesa de Jacob Barata Filho diz que irá recorrer de manutenção de prisão

Decisão do TRF2 manteve prisão preventiva do empresário do setor de transporte urbano

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News

Em resposta à decisão do TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), que manteve, nesta quarta-feira (26), a prisão preventiva do empresário do setor de transporte urbano no Estado do Rio, Jacob Barata Filho, a defesa informou que irá recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O advogado do empresário José Carlos Tórima afirmou que "a ausência de unanimidade na decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região - dois votos a um - indica que seria viável a substituição por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o pagamento de fiança", e que "as questões levantadas hoje pelo Ministério Público Federal se referem ao processo e não às medidas cautelares que estavam em discussão".


A defesa destaca, ainda, que a Justiça já reconheceu que o empresário não tentou fugir do país. Outro ponto é que todos os investigados na Operação Ponto Final, até o momento, estão presos sem denúncia. As investigações apontam que havia uma organização criminosa, atuante no setor de transportes do Estado, responsável pelo pagamento de mais de R$ 260 milhões a políticos e agentes públicos.

De acordo com o MPF (Ministério Publico Federa), o ex-governador Sérgio Cabral recebeu R$ 122,85 milhões em propinas do esquema entre 2010 e 2016. Barata Filho, um dos principais empresários do setor, é conhecido como "rei do ônibus". "Em virtude do grau de envolvimento do investigado nos delitos, da posição que ele exercia na organização, aliados a sua condição de grande prestígio e poder econômico, não cabe a suspensão da prisão preventiva e aplicação de outra medida cautelar", defendeu a procuradora regional da República Mônica de Ré, integrante da força-tarefa em 2ª instância, nesta quarta-feira.

A força-tarefa da Lava Jato no Rio identificou que essa seria mais uma das ramificações da organização criminosa que seria liderada por Cabral. Para a maioria dos desembargadores, a liberdade do investigado representa um risco à ordem pública e ao prosseguimento das investigações.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.