Defesa tenta tirar Oruam da condição de foragido; entenda
O rapper teve a prisão revogada no processo sobre tentativa de homicídio, mas ainda é procurado em investigação por lavagem de dinheiro
Rio de Janeiro|Do R7

A defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam, tenta tirar o cliente da condição de foragido da Justiça. Apesar da revogação da prisão no processo em que respondia por tentativa de homicídio contra policiais civis, o cantor ainda é procurado em outra investigação.
À RECORD, o advogado Thiago Lopes confirmou que ainda consta uma ordem de prisão contra Oruam em uma acusação de lavagem de dinheiro.
“Atualmente, Mauro Davi ainda tem contra si um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob a acusação da suposta prática do crime de lavagem de dinheiro. A sua defesa espera que esse mandado seja revogado em tempo breve por questões de justiça. A investigação se baseia em uma investigação da Polícia Civil, que apontou que, há quatro anos, Mauro Davi teria tido conversas com a mãe e empresária, Márcia Nepomuceno, tratando de questões financeiras”, afirmou.
Lavagem de dinheiro
O caso foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça, em maio deste ano. A investigação concluiu que Oruam era um dos beneficiários de um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho.
A mãe do rapper, Márcia Gama, foi apontada como a gestora financeira do grupo. Ela também teve a prisão decretada, mas recorreu e conseguiu reverter a decisão.
Já Marcinho VP, pai de Oruam, mesmo preso, ainda seria um dos mais importantes líderes do CV e chefe do esquema que usaria imóveis, fazendas e estabelecimentos para ocultar o patrimônio.
Ataque contra policiais
Paralelamente, o processo sobre o ataque contra dois policiais civis continua a correr na Justiça. Agora, Oruam vai responder por lesão corporal, desacato e outros delitos de menor gravidade por integrar o grupo que atirou pedras contra os agentes, em 2025.
O crime de tentativa de homicídio foi desclassificado. No entendimento da juíza Tula Corrêa, não havia provas para o rapper responder por ter tentado matar dois policiais civis durante a confusão.
Na ocasião, a polícia tentava apreender um menor na saída da casa do rapper. Oruam chegou a ficar dois meses preso, mas saiu da cadeia sob a condição de ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Por ter violado o equipamento, ele deveria ter tido a prisão restabelecida em fevereiro deste ano.
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