Juíza revoga prisão de Oruam por acusação de tentativa de homicídio contra policiais
A decisão da juíza Tula Corrêa, da 3ª Vara Criminal da Capital, desclassificou o crime no processo contra o cantor
Rio de Janeiro|Do R7
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A Justiça revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, Oruam, pela acusação de tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
Na última sexta-feira (31), a decisão da juíza Tula Corrêa, da 3ª Vara Criminal da Capital, desclassificou o crime no processo contra o cantor.
A magistrada entendeu que não há comprovação de que ele tenha agido com dolo nem de que tenha atirado uma pedra de cerca de 5 kg contra os agentes durante uma confusão ocorrida no ano passado.
Porém, Oruam continua a responder por lesão corporal, ameaça, dano qualificado, resistência e desacato. O caso será enviado para uma vara criminal comum, que é a competente para julgar esses delitos.
O rapper e mais três homens foram flagrados em vídeo lançando pedras contra agentes da Polícia Civil, em julho de 2025. Na ocasião, os policiais tentavam apreender um menor infrator na saída da residência do rapper.
Oruam chegou a ficar dois meses preso. Após ser solto com a determinação de usar tornozeleira eletrônica, ele teve nova prisão decretada por violar o equipamento.
Como não se apresentou às autoridades, o cantor passou a ser considerado foragido em fevereiro de 2026. Recentemente, a defesa revelou que Oruam enfrenta um quadro de tuberculose.
MP pediu a manutenção da prisão
Em alegações finais no processo sobre a agressão aos policiais civis, o Ministério Público concluiu que a “prova produzida não demonstrou dolo de matar, nem na modalidade eventual”.
Ainda de acordo com a promotoria, o laudo pericial não vinculou a “pedra de maior peso à dinâmica dos fatos; as demais pedras periciadas tinham massa entre 130 g e 282 g; e as lesões apuradas em uma das vítimas foram de natureza leve, não tendo a outra sofrido lesão”.
O MP concordou com a desclassificação da imputação de homicídio qualificado tentado, mas pediu a manutenção da prisão preventiva de Oruam — o que foi negado.
“A 2ª Promotoria de Justiça junto ao III Tribunal do Júri da Capital ressalta que a revogação da prisão preventiva não equivale à absolvição. As imputações remanescentes seguem em tramitação perante o juízo competente, que poderá deliberar sobre as medidas cautelares cabíveis”, explicou o Ministério Público.
Situação de outros acusados
No mesmo processo, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos foram absolvidos da acusação de tentativa de homicídio qualificado.
Porém, a magistrada determinou que os acusados continuem a cumprir as medidas cautelares já impostas pela Justiça, como comparecimento periódico ao juízo e restrições de contato.
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