Deficiente visual enfrenta falta de estrutura na UFF e luta para se formar
Marcos Ramalho diz que universidade não permite acessibilidade de deficientes visuais
Rio de Janeiro|Do R7

Após passar para a UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói, região metropolitana do Rio, Marcos Ramalho, de 45 anos encontrou dificuldades para continuar os estudos. Deficiente físico, Marcos diz que a universidade não possui equipamentos para tornar o ensino mais acessível para ele.
De acordo com Marcos, as dificuldades não estão apenas na sala de aula. Ele também enfrenta problemas no caminho para a faculdade.
— O ir e vir é complicado. Não tem o piso tátil, não tem elevador. Não posso ir sozinho, tenho que pedir ajuda a alguém, ou teria que usar meus instintos, o treinamento que adquiri.
Uma portaria do Ministério da Educação prevê o apoio ao estudante deficiente. Já no site da universidade existe uma página chamada Sensibiliza, que faz parte de um departamento de inclusão para os alunos com algum tipo de necessidade especial.
Antes de entrar para a universidade pública, Marcos ganhou bolsa em uma instituição privada.
—Na universidade que eu estava no primeiro semestre, as pessoas da biblioteca eram preparadas para receber um deficiente visual. Toda vez que eu chegava lá para ler um livro, as pessoas estavam sempre solicitas, preocupadas comigo.
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