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Delegado diz ter ainda esperança de encontrar corpo de Amarildo

Inquérito entregue ao MP alega que o pedreiro foi morto após uma sessão de tortura

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Amarildo Dias está desaparecido desde 14 de julho
Amarildo Dias está desaparecido desde 14 de julho

O titular da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil fluminense, delegado Rivaldo Barbosa, disse nesta quarta-feira (2) que ainda tem esperança de localizar o corpo do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. O inquérito sobre o desaparecimento, que tem 2 mil páginas, já foi entregue ao MP (Ministério Público).

No inquérito, o delegado indiciou dez policiais militares pelo desaparecimento de Amarildo, incluindo ex-comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, major Edson Santos. Todos vão responder pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. Também foi pedida ao MP a prisão preventiva dos investigados, disse o delegado.


Barbosa declarou que as provas colhidas o levaram a uma convicção para pedir o indiciamento dos suspeitos.

— Há um conjunto de provas testemunhais e um conjunto de provas de inteligência que fizeram que nós chegássemos a essa convicção, e isso foi levado ao Ministério Público.


Rivaldo informou que Amarildo não foi torturado dentro do contêiner que serve de base da UPP e que no local não foram encontradas marcas de sangue. Ele não informou onde teria ocorrido a sessão de espancamento.

O ajudante de pedreiro sumiu no dia 14 de julho, depois de ser levado por PMs para a sede da UPP na comunidade. O ex-comandante da unidade sustentou que Amarildo foi ouvido e liberado, mas nunca apareceram provas que mostrassem o pedreiro saindo da UPP, pois as câmeras de vigilância que poderiam registrar a saída dele não estavam funcionando.

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