Rio de Janeiro Depoimento de Witzel é adiado em processo de impeachment

Depoimento de Witzel é adiado em processo de impeachment

Como todas as testemunhas ainda não foram ouvidas, governador afastado do Rio vai se defender na sessão marcada para o dia 28 de dezembro

O TEM (Tribunal Especial Misto) adiou para o dia 28 de dezembro o depoimento do governador afastado do Rio, Wilson Witzel, no qual ele poderá se defender no processo de impeachment. 

Witzel é suspeito de desvios de recursos na pandemia

Witzel é suspeito de desvios de recursos na pandemia

Fernando Frazão/Agência Brasil

Inicialmente, o procedimento estava marcado para ocorrer nesta sexta-feira (18). No entanto, o tribunal, composto por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores, não conseguiu ouvir as 27 testemunhas do caso na sessão de quinta (17), que durou cerca de 13 horas. 

Em função da necessidade de tomar outros depoimentos, o TEM optou pela remarcação da data. 

O relator do caso, Waldeck Carneiro, afirmou que a sessão foi extenuante, mas produtiva. 

"Faltam seis para a próxima etapa. Muitos depoimentos importantes. Em alguns, constatamos contradições e outros novidades. A nossa missão agora é fazer a análise do conteúdo dos depoimentos e cruzar com documentos que estão à disposição. Agora chegou todo o dossiê relativo ao inquérito do STJ (Superior Tribunal de Justiça)". 

Entre os 15 convocados que já ouvidos estão ex-secretários do governo Witzel, como Lucas Tristão e Edmar Santos, que também são réus em processos investigados pelo Justiça Federal. Já a esposa do governador Helena Wilzel não compareceu e alegou estar amparada pela lei em razão do grau de parentesco.

O processo contra o governador afastado é baseado em supostos desvios financeiros na área da Saúde durante a pandemia de coronavírus, sobretudo a requalificação da OSs (Organização Social) Unir Saúde e as irregularidades na construção de hospitais de campanha junto ao Instituto Iabas.

Investigações do MPF (Ministério Público Federal)  e da Polícia Federal apontam que as duas OSs são controladas pelo empresário Mário Peixoto e que o mesmo também teria feito depósitos de R$ 500 mil, através do pagamento de honorários, à então primeira-dama Helena Witzel.

Segundo as investigações, os depósitos foram feitos pela empresa DPAD Serviços Diagnósticos LTDA, controlada por Peixoto, que está preso e já prestou depoimento.

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