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Desabamento no centro do Rio: 1ª audiência acontece nesta terça-feira

Tragédia deixou 22 mortos em janeiro de 2012

Rio de Janeiro|Do R7

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Local onde ficavam os prédios virou uma montanha de entulho
Local onde ficavam os prédios virou uma montanha de entulho

A Justiça do Rio de Janeiro realiza nesta terça-feira (22), às 14h, a primeira audiência sobre o desabamento de três prédios na rua Treze de Maio, no centro do Rio. A tragédia, que aconteceu em 25 de janeiro de 2012, deixou 22 mortos — cinco corpos nunca foram encontrados.

Em janeiro passado, após denúncia do Ministério Público, o Tribunal de Justiça abriu processo contra Sérgio Alves de Oliveira, diretor da T.O (Tecnologia Organizacional), e Cristiane do Carmo Azevedo, funcionária da empresa. Segundo as investigações, a T.O era responsável pela obra no Edifício Liberdade, o mais alto dos três. A reforma teria causado a queda dos edifícios.


Após a conclusão do inquérito policial, o MP denunciou seis pessoas pelos desabamentos. O TJ, porém, rejeitou a argumentação da promotoria contra os quatro pedreiros que participavam da reforma em uma das salas da T.O: Gilberto Castilho Neto, André Moraes, Alexandro Santos e Wanderley Muniz.

Na denúncia, o MP relatou que Sérgio Alves teria determinado a obra sem o acompanhamento de engenheiros ou arquitetos. Além disso, “teria utilizado na reforma o projeto realizado para andar diverso do mesmo prédio”. Já Cristiane Azevedo seria a responsável pela contratação dos pedreiros e ajudantes de pedreiros.


Em relação aos quatro pedreiros, a juíza entendeu que a denúncia se mostrou "exagerada, não razoável mesmo", pois "receberam ordens e croquis de plano a ser executado e são, ao que se constata, homens de pouca formação, homens comuns do povo, que constroem este país”.

A magistrada relatou ainda que os operários não têm qualquer conhecimento técnico para isso, “somente a vivência, o dia a dia dos canteiros de obra”. Segundo ela, embora eles tenham quebrado paredes, não se pode “crer que, em algum momento, lhes passou pela cabeça a possibilidade de o prédio vir a cair”.

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