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Diretor fala sobre fama de mal humorado de Eduardo Coutinho: “Ele guardava o talento para o cinema”

Luis Carlos Barreto também afirmou que amigo morto era respeitado no cinema mundial

Rio de Janeiro|Rodrigo Teixeira, do R7

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O diretor Luis Carlos Barreto
O diretor Luis Carlos Barreto

O diretor de cinema e fotógrafo Luis Carlos Barreto, falou ao R7 sobre a morte do amigo Eduardo Coutinho em seu velório, que aconteceu nesta segunda-feira (3).

Entre muitas palavras de reconhecimento e amizade, Barretão, como é conhecido, falou que a perda de Coutinho será significativa para o cinema mundial.


— A morte do Coutinho é uma perda não só para o cinema brasileiro, mas sim para o cinema mundial. Ele era respeitado no mundo todo por ser um grande documentarista. Ele deu ao documentário uma linguagem dramaturga e abriu uma escola. Antes dele, ninguém tinha feito isso.

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Barretão falou da grande amizade que tinha com o diretor, mas afirmou que houve pouco contato com ele nos últimos anos.


— Era um grande amigo, mas ultimamente, nos vimos ocasionalmente. A última vez foi no Café do Jardim Botânico, ele adorava tomar um café e fumar um cigarro ali. Dá saudade daquele tempo, no início do cinema novo, quando ele frequentava minha casa em Botafogo.

Ele também comentou a fama de mau humorado de Coutinho.

— Eu nunca identifiquei mau humor nele. Comigo não. Ele era exibicionista, mas não desperdiçava palavras. Dizia muito com pouco, guardava o talento para o cinema.

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