Logo R7.com
RecordPlus

Dona de boate diz que gay encontrado com sinais de espancamento foi vítima de queda

Luis Antônio morreu na tarde de terça-feira (28)

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
A irmã de Luis fez fotos do cabeleireiro internado no hospital Lourenço Jorge, na Barra
A irmã de Luis fez fotos do cabeleireiro internado no hospital Lourenço Jorge, na Barra

Jade Lima, dona da boate onde o cabeleireiro Luis Antônio de Jesus foi encontrado com sinais de espancamento na madrugada de domingo (26), afirmou, em nota, que ele foi vítima de uma queda. Luis, que era homossexual, estava internado no hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste, e morreu na tarde de terça-feira (28). A polícia investiga uma possível motivação homofóbica – ódio a homossexuais.

A casa noturna fica em Jacarepaguá, na zona oeste, e é frequentada, em geral, pelo público LGBT. Jade se colocou à disposição da polícia para colaborar nas investigações.


— Esclareço que havia, sim, pessoas dentro do banheiro que ouviram um barulho decorrente da queda e que essas pessoas acionaram os funcionários da casa para ser feito o socorro necessário, as imagens do nosso circuito de TV já estão com a polícia, a Boate e eu estamos completamente disponíveis para colaborar com toda investigação.

Embora a dona da boate trate o caso como acidente, um segurança surge como principal suspeito pelo assassinato. Ele prestou depoimento na Delegacia da Taquara (32ª DP) na terça-feira, poucas horas após a confirmação da morte.


Segundo a polícia, o segurança já havia sido denunciado por outra agressão na mesma casa noturna. Também foram ouvidos parentes da vítima, outros vigilantes do local e funcionários.

O delegado titular da 32ª DP, Antônio Ricardo Lima, não tinha a mesma certeza da família da vítima sobre a motivação para o crime. Conforme ele declarou em entrevista à Record, homofobia era só uma das hipóteses avaliadas. E nem seria a principal.


— Ter um crime de homofobia em um local frequentado por homossexuais eu acho uma hipótese remota, mas não está descartado.

Após a declaração do delegado, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, determinou que a Divisão de Homicídios assumisse o caso. A hipótese de homofobia passou a ser analisada como a principal.


Intolerância reincidente

Este foi o segundo possível caso de homofobia em um mês. O jovem Eliwellton da Silva, de 22 anos, morreu ao ser atropelado três vezes no dia 29 de abril pelo motorista de uma van em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, após uma discussão.

Silva foi enterrado no dia 3 de maio no cemitério Pacheco, no mesmo município. De acordo com testemunhas, ele era homossexual assumido e havia acabado de sair de uma festa quando ocorreu o crime.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.