Dornelles lamenta atraso de salários e servidores fazem manifestação
Maioria dos servidores aposentados deve receber apenas em maio
Rio de Janeiro|Do R7

O governador em exercício Francisco Dornelles lamentou nesta quarta (13) a crise financeira por que passa o Estado e chamou a situação “triste”. A situação chegou a um ponto em que impediu o governador de pagar os servidores inativos que ganham mais de R$ 2.000. Os aposentados e pensionistas que recebem mais que esse valor devem receber com um mês de atraso, em 12 de maio.
Ao anunciar o adiamento, Dornelles reconheceu que a situação é trágica e disse que rombo nas contas chega a R$ 18 bilhões. Em "solidariedade", suspendeu o próprio salário e de todo o secretariado. Os soldos só devem ser pagos com o dos aposentados e pensionistas.
— O país vive uma recessão grande, o Rio, talvez, tenha sido o estado mais atingido por essa recessão e nós queremos reiterar o compromisso com o funcionalismo ativo e inativo e dizer que faremos todos os esforços que estão a nosso alcance para que essa parcela até 12 de maio possa ser antecipada. É um dia muito triste para nós.
A última parcela do 13º salário, dividido em cinco vezes pelo governador Pezão em dezembro de 2015, deve ser paga no próximo dia 18. O Estado afirma que a crise financeira é devido a receita dos royalties que despencou 38% em 2015, passando de R$ 8,7 bilhões em 2014 para R$ 5,5 bilhões no ano passado.
Segundo o governador, há um esforço para negociar a dívida do Estado.
— Não temos recursos para pagar todos os inativos devido ao rombo. Estamos fazendo um grande esforço para renegociar a divida com o governo federal.
Categorias em greve fazem manifestação
Em resposta ao atraso, os servidores aposentados e de diversas categorias que decidiram paralisar as atividades fizeram uma manifestação no começo da tarde em frente ao Tribunal de Justiça. O Musp (Movimento Unificado dos Servidores Públicos) deve se reunir na tarde desta quarta para discutir novos caminhos da paralisação.
Escolas ocupadas
Em meio à crise financeira e ao desafio de negociar com servidores em greve, o governo do Estado tem outro problema em mãos: estudantes de 30 colégios estaduais, de acordo com o movimento “Escolas do RJ em Luta”, ocupam as unidades de ensino. Já a Secretaria de Educação reconhece movimento de ocupação em 24 escolas. Uma das últimas a serem ocupadas foi o Colégio Bangu, na zona oeste do Rio.















