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Em dia tenso na Maré, polícia abre inquérito para apurar morte de adolescente

Segundo a Força de Pacificação, jovem teria atirado contra militares nesta segunda-feira (3)

Rio de Janeiro|Do R7

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Na região da Vila Olímpica, outro tiroteio nesta segunda-feira (3) assustou estudantes e professores de uma escola
Na região da Vila Olímpica, outro tiroteio nesta segunda-feira (3) assustou estudantes e professores de uma escola

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou na tarde desta segunda-feira (3) que um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Araguaci Felipe Santos do Carmos, de 17 anos. O adolescente morreu durante troca de tiros da manhã desta segunda-feira (3) no Complexo da Maré, na zona norte do Rio. 

O Comando da Força de Pacificação da Maré informou que militares foram atacados pelo adolescente e por outro suposto integrante de facções criminosas e revidaram os tiros. O tiroteio aconteceu na localidade conhecida como Vila do João. O sobrevivente fugiu, segundo a Força de pacificação da Maré.


De acordo com a Delegacia de Bonsucesso (21ª DP), testemunhas serão ouvidas e as investigações estão em andamento.

Outro tiroteio 


Na Vila Olímpica, também no Complexo da Maré, alunos de uma escola se deitaram no chão para se proteger dos disparos durante troca de tiros entre facções criminosas. Um jovem teria sido ferido na frente da unidade e socorrido por moradores para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da comunidade. Uma professora contou ao R7 que auxiliou no socorro.

— Nós o levamos em uma kombi para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Não tinha nenhum militar para ajudar. Não sabemos se ele era envolvido com o crime, mas isso é o que menos importa nesse momento.


Mais de 4.000 alunos ficam sem aulas em dia de tiroteios na Maré

A escola faz parte de um projeto social e atende alunos de seis a 15 anos com dificuldade de aprendizado. As aulas interrompidas pela manhã e no período da tarde permaneceriam suspensas, segundo informou a direção da ONG.


A professora afirmou que os alunos ficaram muito assustados. Segundo ela, a única solução para tentar protegê-los foi pedir para que todos se deitassem no chão. Ela questiona a atuação da Força de Pacificação.

— Onde estavam os milhares de militares que ocupam a Maré que não impediram o tiroteio?

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