Emocionada, Dilma lembra exilados com Samba do Avião ao assinar concessão do Galeão
Concessão por 25 anos prevê investimentos de R$ 5,65 bi para reformas no aeroporto
Rio de Janeiro|Do R7

A presidente Dilma Rousseff ressaltou nesta quarta-feira (2) a "enorme responsabilidade" da concessão do Galeão, porta de entrada de brasileiros exilados durante a ditadura militar e homenageados no Samba do Avião, de Antônio Carlos Jobim, que dá nome ao aeroporto. Dilma, ex-militante política que foi presa e torturada por militares durante a ditadura, se emocionou ao citar a música que ela disse mostrar um lugar "mítico" para os exilados que retornaram ao país após a anistia.
Com a voz embargada e olhos marejados, Dilma citou trechos da canção na semana em que o golpe militar completou 50 anos.
— É uma síntese perfeita do que é a saudade do Brasil, a lembrança do Brasil e, melhor de tudo, voltar ao Brasil chegando ao Galeão.
— Daí porque a enorme responsabilidade dessa concessão. Aqui é um lugar onde além dos aviões de carreira, as almas cantam, é especial aqui. É um lugar de certa forma mítico com relação ao Brasil.
Concessão do Galeão
A presidente assinou o contrato de concessão do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim-Galeão, que prevê investimentos de R$ 5,65 bilhões para ampliação e reforma das instalações. O consórcio Aeroportos do Futuro, formado pelas empresas Odebrecht e Changi, vai administrar o aeroporto por 25 anos (prorrogáveis uma vez por até cinco anos) após ter vencido leilão em novembro de 2013 com lance de R$ 19 bilhões.
Segundo o governo, entre 2006 e 2013, o número de passageiros por ano no Galeão passou de 9 milhões para 17 milhões, um crescimento de 10%. O aumento, disse Dilma, significa uma pressão por oferta de "maior qualidade".
A presidente lembrou dos dois grandes eventos esportivos que o País vai sediar, a Copa e a Olimpíada de 2016, apesar de as obras no aeroporto ainda estarem atrasadas para o mundial que começa em junho. As obras a serem executadas pelo consórcio só deverão ficar prontas para a Olimpíada. As adaptações a serem feitas para a Copa pela Infraero, que administra aeroportos no País, estão com atraso.















