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Empresa privada assume gestão do zoológico do Rio, que volta a abrir em novembro

Ibama chegou a multar prefeitura por falta de infraestrutura no começo do ano

Rio de Janeiro|Do R7

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Ibama chegou embargar zoológico por três meses
Ibama chegou embargar zoológico por três meses

Depois de ser impedida de manter o zoológico do Rio aberto por três meses no começo de 2016 e ser multada pelo Ibama, a Prefeitura do Rio decidiu conceder à iniciativa privada a gestão do espaço, que é o zoológico mais antigo do país. Nesta segunda-feira (3), o grupo Cataratas, que administra reservas ambientais como o Parque Nacional do Iguaçu, foi autorizada pela prefeitura a começar a administrar o zoológico.

A concessionária vai arcar com todos os custos das reformas e adaptações. De acordo com o edital, essas obras precisam ficar prontas em dois anos.


Nos próximos 40 dias, o zoológico ficará fechado à visitação para intervenções. Segundo o grupo Cataratas, isso garante impacto no bem-estar do dos animais. As melhorias de curto prazo envolvem reformas urgentes, limpeza, paisagismo, retoques na cenografia, pintura dos espaços e recintos, renovação da cozinha dos animais e outro compromissos assumidos com o Ibama.

O novo zoo, que será entregue à cidade em um prazo de dois anos, oferecerá aos visitantes o conceito de “enclausuramento inverso” prevê mais espaços para os animais, substituindo jaulas e grades por instalações naturalistas. O projeto prevê também a divisão do espaço em seis grandes áreas e o fim dos recintos confinados. O projeto contará com investimentos de R$ 130 milhões ao longo da concessão. Além disso, estão previstas a construção de novos restaurantes, lanchonetes e praças.

O zoológico do Rio deverá receber animais doados de outros zoológicos ou recuperados de locais em que sofriam maus tratos. No projeto do Grupo Cataratas também está prevista a reinserção de aves e outros animais na natureza. Para isso, a equipe de profissionais que já atua no zoo, contando também com parcerias com universidades e institutos de pesquisa do Rio, realizará estudos dos ambientes para que toda introdução de espécie aconteça de forma eficiente e garanta a continuidade e sobrevivência dos animais.

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