Empresas de ônibus do Rio querem que grevistas respondam criminalmente por depredações
Rio Ônibus também orienta empresas a exigirem ressarcimento dos prejuízos na Justiça
Rio de Janeiro|Do R7

As empresas de ônibus que tiveram 467 coletivos depredados durante a paralisação de 24 horas dos rodoviários na quinta-feira (10) querem que grevistas e líderes do movimento sejam responsabilizados criminalmente pelos danos, segundo informou nesta sexta-feira (9) o Rio Ônibus, sindicato patronal que representa os quatro consórcios que operam no transporte coletivo da cidade do Rio de Janeiro.
Representantes das empresas devem entrar com queixa-crime nesta sexta na Polícia Civil, segundo o Rio Ônibus. As empresas também devem ir à Justiça pedir ressarcimento dos prejuízos, que chegam a ao menos R$ 2 milhões.
Para ajudar nas investigações, o Rio Ônibus informou que vai colocar à disposição da Polícia Civil imagens dos depredações cometidas por grevistas.
Na quinta, o Rio Ônibus foi ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) a fim de que a paralisação seja considerada abusiva em razão dos transtornos causados a trabalhadores e à população.
Os líderes do movimento, que não são ligados ao Sindicato dos Rodoviários do Rio, prometem insistir nas reivindicações. Eles querem que a Rio Ônibus conceda aumento de 40% para a categoria e que a cesta básica passe de R$ 100 para R$ 400. Além disso, o grupo exige o fim da dupla função (quando o profissional atua como motorista e trocador ao mesmo tempo). O consórcio disse que não vai negociar com este grupo e que já concedeu aumento de 10% no salário, que foi aceito pelo sindicato, em março.
Ao menos seis manifestantes foram detidos durante a paralisação. De acordo com a Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), o prejuízo estimado das empresas de ônibus do Rio com quebra-quebras em manifestações foi de R$ 17,7 milhões neste ano. O centro da cidade ficou mais vazio e, segundo cálculos de Daniel Plá, professor de varejo da Fundação Getúlio Vargas, o faturamento no mercado popular do Saara caiu 30%.












