Equipamentos de projeção estimados em R$ 25 milhões são roubados de depósito na zona norte do Rio
Produtos seriam entregues para salas de cinema na região sul e no interior de São Paulo
Rio de Janeiro|PH Rosa, do R7
Cerca de 121 equipamentos de projeção de cinema foram roubados de um depósito em Vigário Geral, zona norte do Rio. Os conjuntos, que seriam distribuídos para salas de cinema do sul do país e do interior de São Paulo, estavam estimados em R$ 25 milhões — incluindo o valor do produto e a logística de transporte e entrega —, de acordo com Luiz Fernando Morau, diretor da Quanta DGT, empresa responsável pela distribuição dos conjuntos.
Segundo Morau, o caso aconteceu no fim de semana. Os equipamentos, que já estavam nos caminhões para serem transportados, estavam no galpão alugado que fica dentro da comunidade. No local havia um sistema de monitoramento, que também foram levados pelos criminosos. Os caminhões não foram roubados, e o diretor da empresa diz acreditar que seria por causa dos rastreadores.
Os conjuntos de projeção roubados, são utilizados para substituir projetores analógicos por digitais. Para Morau, os equipamentos não teriam utilidade para quem roubou, já que para serem utilizados, seria preciso uma liberação dos estúdios e distribuidoras de cinema dos conteúdos que seriam exibidos.
— Eles só funcionam quando o número de série é fornecido pelo dono do conteúdo, o estúdio, ou o distribuidor, para as salas que vão exibir. Os estúdios determinam quanto tempo esse conteúdo vai ficar disponível naquela sala.
Morau também disse ao R7 que, mesmo as peças separadas têm números de série, o que facilitaria a localização dos conjuntos. Os projetores possuem seguro — que cobre apenas o valor dos conjuntos, que está abaixo dos R$ 25 milhões estimados — e uma nova remessa deverá ser entregue à Quanta para que possam ser distribuídos novamente.
— O grande prejuízo é dos exibidores que estavam esperando esses produtos e agora vão ter que esperar mais 60 dias para que os novos cheguem, já que alguns ainda devem ser fabricados.
O caso foi registrado na delegacia de Irajá (38ª DP) como furto. De acordo com o titular da unidade, Paulo Henrique da Silva Pinto, já foram realizadas perícias de local e papiloscópica. Luiz Fernando Moreu já foi ouvido e outras testemunhas também já prestaram depoimento na delegacia.
A Polícia Civil já solicitou imagens de câmeras de segurança nos arredores do depósito para verificar se a ação foi registrada. O caso deve ser encaminhado para a DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas).















