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Escândalo dos cambistas: filho de dirigente da Fifa terá de prestar esclarecimento à entidade

Um dos ingressos de Humberto Grondona foi parar nas mãos de cambistas no Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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Mais de 130 entradas foram encontradas com cambistas no Rio
Mais de 130 entradas foram encontradas com cambistas no Rio

A Fifa pediu que Humberto Grondona, o filho do vice-presidente da entidade Julio Grondona, esclareça por escrito como um de seus ingressos foi encontrado com cambistas, algo que seria um crime. A entidade também pediu à empresa Match que explique de forma detalhada todos os pacotes que foram vendidos para as empresas suspeitas pela polícia do Rio de agirem como cambistas.

Na terça-feira, a polícia prendeu onze cambistas com ligações com pessoas dentro da Fifa. Na sexta-feira, um ingresso em nome de Humberto Grondona foi descoberto no mercado negro. Humberto, em uma entrevista a uma televisão argentina, admitiu que vendeu a entrada a um amigo. Mas se recusou a explicar quem seria.


— Pedimos um esclarecimento por escrito da parte de Humberto Grondona—, declarou Delia Fischer, porta-voz da Fifa. No último sábado, o diretor de Marketing da Fifa, Thierry Weil, havia afastado a possibilidade de uma sanção contra a família Grondona, explicando que Humberto já tinha explicado a situação.

Com relação à operação da polícia do Rio, chamada de Jules Rimet, a Fifa pediu que a Match faça um informe completo de todos os pacotes que foram vendidos para as empresas identificadas pela polícia como sendo as intermediárias das vendas de entradas ao mercado negro.


A Match tem exclusividade na venda dos pacotes e, segundo a polícia, existem indícios de que um funcionário estaria envolvido no esquema.

— Pedimos um informe de tudo que foi vendido para empresas suspeitas—, declarou Fischer. A Fifa também pediu que a Match indique o que deve ser feito com os pacotes para que sejam cancelados.

Fischer insiste que a Fifa não tolera tais violações e que irá punir quem quer que seja. Mas a entidade alerta que, por enquanto, nenhum de seus funcionários foi questionado ou contactado pela polícia para prestar depoimentos.

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