Escândalo dos ingressos: defesa entra com pedido de liberdade para inglês; Match nega fraude
Raymond Whelan se entregou à Justiça, após dias foragido
Rio de Janeiro|Do R7

A defesa de Raymond Whelan, suspeito de integrar uma quadrilha de venda ilegal de ingressos, entrou com pedido de habeas corpus na 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O inglês, que é executivo da Match, empresa que controla a distribuição de entradas no Mundial, se entregou no início da tarde de segunda-feira (14) à desembargadora Marília de Castro Neves Vieira.
Raymond foi levado para a Penitenciária Bandeira Stampa, em uma cela individual. Segundo a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), ele será transferido para a cadeia pública Pedrolino Werling de Oliveira quando o advogado apresentar seu diploma universitário na Polinter.
A Match divulgou nova nota informando que não houve irregularidades na venda desses tíquetes. A empresa voltou a defender seu diretor Raymond Whelan, preso na Operação Jules Rimet, dizendo que ele não cometeu nenhum crime.
A Operação Jules Rimet investigou um esquema de venda ilegal de ingressos para a Copa e identificou 12 suspeitos, entre eles Whelan e o franco-argelino Lamine Fofana. Onze deles tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro.
Segundo a nota divulgada pela Match, a empresa, que vende ingressos para empresas e pessoas físicas, não os revende por preço acima do permitido e nem autoriza seus clientes a fazê-lo. Para a Match, a inocência de Raymond Whelan será comprovada “em breve pelas autoridades brasileiras”.
Na nota a empresa di estar “confiante de que as investigações realizadas pelas autoridades brasileiras darão transparência aos fatos e deixarão claro a lisura do trabalho da Match e de sua equipe; a Match tem certeza de que os órgãos de investigação e as autoridades judiciárias envidarão todos os esforços para exonerar o sr. Whelan de qualquer responsabilidade na movimentação irregular de ingressos. Nós afirmamos que o sr. Whelan jamais facilitou ou participou de qualquer ato ilegal que eventualmente tenha sido cometido por pessoas ou grupos investigados”.















