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Escolas fecham após morte de mãe e filha na Quitanda; PM entrega armas à perícia

Moradores acusam PMs à paisana por mortes; vítimas são sepultadas nesta sexta (16)

Rio de Janeiro|Do R7

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Mãe e filha foram mortas durante a operação da PM em Costa Barros
Mãe e filha foram mortas durante a operação da PM em Costa Barros Severino Silva/Agência O Dia/Severino Silva

A Secretaria Municipal de Educação informou que um Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) e dois EDIs (creche e pré-escola), que atendem 807 alunos, não funcionaram nesta sexta-feira (16), depois que policiais do Batalhão de Irajá (41º BPM) fizeram operação no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na quinta-feira (15). Na ação da PM, duas mulheres foram baleadas e morreram.

Maria de Fátima de Jesus, de 52 anos, morreu dentro de casa, na presença de netos. A filha, Alessandra de Jesus, de 23 anos chegou a ser socorrida e foi levada para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na zona norte, mas não resistiu aos ferimentos. Os corpos das duas mulheres são enterrados nesta sexta no Cemitério de Inhaúma (zona norte).


O comando do Batalhão de Irajá abriu investigação para apurar o caso. As armas dos policiais que estavam na operação foram entregues à Divisão de Homicídios, que realizou perícia no local. A ação foi motivada por denúncias recebidas pelo Ministério Público. Cerca de 23 policiais militares, quatro deles do serviço reservado, com apoio de um blindado, participaram da ação que teve dois homens presos e a apreensão de espingarda calibre 12, pistola e duas granadas. Até a publicação desta reportagem, nenhum policial foi afastado de suas funções.

A Polícia Militar informou ainda que solicitou apoio de uma viatura para prestar socorro às vítimas, mas, não foi possível, porque o fato aconteceu em uma viela de difícil acesso no interior da Comunidade da Quitanda.


Segundo os moradores, as vítimas teriam sido atingidas por policiais à paisana. A PM confirmou que esses os policiais à paisana eram agentes do 41° BPM.

Moradores do Morro da Quitanda ficaram revoltados com a morte das duas mulheres e, como resposta, tentaram barrar a subida de um caveirão na comunidade. Eles denunciam que é comum policiais agirem com truculência e abuso de autoridade na comunidade. No momento do protesto, galhos, materiais de construção e até uma caçamba de concreto foi usada como barreira contra o veículo.

Assista ao vídeo:

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