Estação do metrô da Saens Peña é reaberta após ficar mais de 3 horas fechada devido à manifestação
Rua Conde de Bonfim também foi liberada ao tráfego às 19h
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil e Agência Estado

A rua Conde de Bonfim, na Tijuca, zona norte do Rio, foi liberada após uma manifestação na tarde deste domingo (13), segundo o Centro de Operações. A estação de metrô na praça Saens Peña ficou fechada por mais de três horas, e foi reaberta por volta das 18h45.
Durante o protesto, policiais militares dispersaram manifestantes com bombas de gás e de efeito moral. Eles pretendiam seguir em direção ao estádio do Maracanã, onde foi realizada a final da Copa do Mundo, mas foram impedidos por um forte esquema de segurança. Os policiais contavam com auxílio de homens da Força Nacional e bloquearam todas as ruas no entorno da praça, para impedir que os manifestantes se deslocassem.
Às 17h42, a PM informou que quatro pessoas foram conduzidas para a 21ª DP e que duas mulheres e dois policiais foram feridos.
Vinte minutos após os manifestantes iniciarem caminhada pela rua Conde de Bonfim, os PMs lançaram as bombas. Os manifestantes foram completamente cercados por policiais, que formam barreiras em toda a região, com a presença de PMs do Choque e da Cavalaria.
Ao menos dez bombas foram lançadas e um grupo de ativistas foi perseguido até dentro da estação de metrô da Saens Peña, que em seguida foi fechada. Manifestantes foram agredidos com golpes de cassetetes e o grupo se dispersou, tentando fugir. A Cavalaria partiu para cima de manifestantes e perto dali uma mulher corria desesperada, com a filha no colo, pedindo abrigo.
Policiais obrigaram manifestantes a sentar no chão, inclusive uma idosa. Dezenas de pessoas correram em todas as direções e pedem socorro. A reportagem do Estadão presenciou pelo menos cinco pessoas detidas e dezenas foram agredidas com golpes de cassetetes e pontapés. O fotógrafo Samuel Tosta ficou ferido nas costas, atingido por estilhaços de uma bomba. De acordo com a advogada Caroline Bispo, um manifestante teve o braço quebrado e outro, um dente quebrado.
O bloqueio da PM acabou por volta das 17h40. Várias pessoas que tentaram furar o cerco foram agredidas pelos policiais. Um repórter canadense independente, Jason O'Hara, teve a câmara fotográfica retirada pelos policiais, além de ter sido chutado e derrubado.
Antes do início da repressão, manifestantes gritavam: "Ei, polícia, liberdade já. Lutar não é crime. Vocês vão nos pagar", em referência aos grupo de ativistas detido na véspera. Os manifestantes pedem a libertação de ativistas políticos contrários ao evento que foram presos no sábado (12) em Operação da Polícia Civil.
Policiais da Cavalaria levantaram as espadas para intimidar os manifestantes que tentavam se reagrupar para seguir com o protesto. Eles carregavam bandeiras e faixas criticando os gastos com a Copa.















