Estouro de adutora: fornecimento de energia na região é normalizada
Somente 21 casas estão sem luz por estarem interditadas pela Defesa Civil
Rio de Janeiro|Do R7

O fornecimento de energia da região inundada pelo rompimento de adutora em Campo Grande, zona oeste do Rio, na terça-feira (30), foi normalizado, conforme informou a Light na manhã desta quinta-feira (1º). Somente 21 casas não tiveram a energia regularizada por estarem interditadas. De acordo com a Defesa Civil, 86 famílias ficaram desabrigadas. Uma menina de três anos morreu e 16 pessoas ficaram feridas na tragédia.
Segundo a Cedae, todos os desabrigados estão sendo assistidos, com despesas pagas e acompanhamento médico e psicológico. Inicialmente, eles estavam abrigados na Escola Municipal Casimiro de Abreu e, após assistência da empresa, cerca de 70 pessoas estão hospedadas no hotel da região central de Campo Grande. Os demais optaram por ficar na casa de familiares.
Investigações da Delegacia de Campo Grande (35ª DP) apontam que a empresa de bebidas Guaracamp pode ter sido o responsável pelo acidente e pode ser indiciada por crime ambiental e homicídio culposo - quando não há intenção de matar. De acordo com a delegada Tatiene Damaris, da Delegacia de Campo Grande (35ª DP), a empresa deve ser responsabilizada por depositar entulho na área, mesmo tendo ciência de que havia adutoras no local. Além disso, a delegada, ao analisar a planta da empresa, verificou que o engenheiro responsável sinalizou onde havia adutoras no local. Os responsáveis foram convocados a prestar depoimento nesta quarta-feira (31), mas não compareceram.
Como técnicos da Cedae e Defesa Civil ainda realizam análises na região, não há previsão para reconstrução das casas atingidas.















