Estouro de adutora: sócio de empresa diz ser responsável por obra que teria causado acidente
Polícia investiga se Guaracamp foi responsável pelo acidente em Campo Grande
Rio de Janeiro|Do R7

Um dos engenheiros que assinou plantas das obras na empresa Guaracamp prestou nesta segunda (5) novo depoimento na Delegacia de Campo Grande (35ª DP). Ele entregou à polícia plantas da obra na fábrica, localizada perto de onde uma adutora se rompeu matando uma criança de três anos.
Para a Polícia Civil, a hipótese mais provável é de que a obra tenha causado o rompimento da adutora.
De acordo com a delegada Tatiene Damaris, um dos sócios da empresa, e dono do terreno, foi ouvido e afirmou que não havia uma construtora envolvida e que ele era responsável pela obra que teria afetado a adutora. Ainda segundo a delegada, as plantas foram encaminhadas à perícia.
Na quarta-feira passada (31), a Polícia Civil informou que a empresa de bebidas pode ser indiciada por crime ambiental e homicídio culposo - sem intenção de matar-, após rompimento da adutora Henrique Novaes, em Campo Grande, na zona oeste, na última terça-feira (30).
Tatiane Damaris diz que a empresa deve ser responsabilizada pelo ocorrido, já que tinha ciência de que havia adutoras no local. Segundo Damaris, apesar da informação, eles depositaram entulho na área. Além disso, a delegada destacou que, ao analisar a planta da empresa, verificou que o engenheiro responsável sinalizou onde havia adutoras no local.
Morte e destruição
Na ocasião, a menina Isabela Severo, de 3 anos, foi resgatada após o rompimento da adutora, mas morreu depois de dar entrada no Hospital Rocha Faria. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a criança chegou à unidade com parada cardiorrespiratória, passou por manobras de ressuscitação, mas não resistiu, morrendo às 8h25. Ela teria ingerido grande quantidade de água.
Cerca de 200 casas foram abaladas pela força da água que jorrou após o rompimento da adutora. A informação foi confirmada pelo tenente-coronel Marcelo Laviola, responsável pela ação do Corpo de Bombeiros na região.
Ainda segundo Laviola, 16 pessoas ficaram feridas, sendo que nove delas foram atendidas e liberadas no local.
Agentes de Defesa Civil deslocados a Campo Grande disseram que, até as 13h de terça-feira (30), havia sido verificado que 17 — das 200 casas — desabaram. Ainda segundo os agentes, ao menos 70 pessoas estavam desalojadas e 72 desabrigadas.















